Cidadão do Mundo


[sexta-feira, 30 de dezembro de 2005]

Afinal, quem são os piratas?

Como referi no post anterior, eu sou dos palermas que compram CDs e DVDs originais. Logótipo Copy ControlAcontece que ontem comprei o mais recente CD do Rui Veloso e não me apercebi do discreto (demasiado discreto) logótipo Copy Control.
O Copy Control, que pretende ser um meio de impedir a cópia digital e propagação pela Internet, tem algumas particularidades. Entre elas, destaca-se a de nem todos os leitores conseguirem ler o CD, principalmente os dos auto-rádios. O aviso está escrito em letras miudinhas (demasiado miudinhas) na contracapa.

Quer isto dizer que a EMI me vendeu um CD que não pode ser reproduzido num leitor escolhido por mim, logo, um produto de características abaixo de qualquer outro CD sem a referida tecnologia.
No entanto, a EMI está convencidíssima de que me vendeu um artigo fantástico e cobrou-me o já habitual e exorbitante preço associado a este tipo de produto.

A EMI pensa que está a prestar um grande serviço aos autores, compositores e intérpretes, quando, na verdade, é exactamente o contrário. Está a contribuir para que, no futuro, a venda dos seus CDs decresça e aumente a distribuição ilegal.
A EMI acha que com esta atitude impede a pirataria (estes tipos, ou são ingénuos ou estúpidos). Parece desconhecer que é a pirataria industrial e não as descargas através da Internet que lhe minam os lucros, e que qualquer um que se dedique a esse negócio paralelo tem meios de dar a volta a estas paneleirices enquanto o diabo esfrega um olho.
A EMI parte do princípio de que os seus clientes são criminosos e, como paga, ainda lhes vende um produto de baixa qualidade.

Pois a primeira coisa que fiz, foi abrir o vulgaríssimo Nero e, em menos de cinco minutos, tinha na mão um CD pirata que o meu auto-rádio reconhece.



Convém esclarecer que a EMI foi impedida de colocar nos seus CDs o logótipo de CD áudio que todos conhecemos (o que está aqui à direita). Esse logótipo é atribuído aos CDs áudio que respeitam o padrão definido nos anos 80 pela Philips, e cujo objectivo é garantir determinadas características e níveis de qualidade.
É que os CDs da EMI são já bastante diferentes dos CDs áudio padrão. São uma autêntica merda.

Já não bastava a Sony-BMG com o XCP que tanta polémica deu e a Capitol Records com o seu vírus.

Publicado por Fernando @ 01:35 | TrackBack
Comentários

Hoje comprei um cd de musica da EMI "Febre de sábado de manhã". Quando cheguei a casa instalei-me para ouvir a minha última aquisição e nada, nada, nada. A procaria da proteção obrigou-me a jantar no computador para ver se resolvia o problema. Mas tudo tem o lado positivo, andava na net á procura de um software "legal" para resolver o problema e encontrei este blog.
Força.
João Silva

Afixado por: João Silva em abril 23, 2006 10:17 PM

A insultares a EMI dessa maneira ainda te arriscas a levar um processo por difamação... Por muito menos, os tipos do blog da Brigada Anti-Lacoste receberam ameaças de tribunal...

Afixado por: Fernando em janeiro 6, 2006 07:55 PM

Pois se tivesses descarregado essa porra da internet e gravado um cd a seguir evitavas o incómodo e o gasto ;) um grande ano de 2006 para ti e para a Cris.

Afixado por: ognid em janeiro 5, 2006 10:17 PM

Ingénuos ou estúpidos? Voto em estúpidos... Ainda hoje ouvi que na feira se compravam 5 CD's por cinco euros. Sem "Copy control", embora na capa o diga... eheheh.

Afixado por: Alegrão em janeiro 2, 2006 04:43 AM

Vim desejar-te e à Cris um Bom 2006:)

Afixado por: wind em dezembro 30, 2005 11:24 PM

Acho que somos todos nós...venho desejar-vos um Bom Ano e tudo de bom!Bjs e obrigada sempre pela vossa simpatia!Bjs :-)

Afixado por: um ponto azul em dezembro 30, 2005 02:19 PM
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