Nos oblíquos atalhos que percorre
buscando, a qualquer preço, ser feliz,
cá vai este anosmático país
tentando esconder merda com Dior...
Quem é que ajuda, quem é que socorre
um tolo que, em delírios infantis,
julga poder ter tronco sem raiz
e que o Futuro é coisa que não morre?
Só mesmo a Televisão que, por decreto,
transveste um doutor analfabeto
numa efémera e pomposa beladona,
mostrando quão sadio é definhar
em novelas de faca e alguidar
e guerras do Alecrim e Manjerona. *
15 de Novembro de 2004