Cidadão do Mundo


[quarta-feira, 30 de junho de 2004]

O verdadeiro artista (*)

O Dr. Pedro Santana Lopes é, de longe, o melhor demagogo da política portuguesa. Não o digo com o fito de magoar ou de ofender, até porque, convenhamos, não tenho esse poder. Nem o digo necessariamente num tom depreciativo. A sua grande arma consiste em acreditar, ou aparentar que acredita no que diz, com convicção e é absolutamente irrelevante se amanhã disser outra coisa completamente oposta, porque tem a inteligência e a capacidade retórica suficientes para parecer coerente. Santana Lopes consegue transmitir uma imagem genuína também porque representa uma certa classe média arrivista, de tradição secular em Portugal, do neto do vendedor de bacalhau que conseguiu subir na vida, "tem pinta", para usar uma expressão popular. De alguém que não tendo a espessura das élites consegue conviver com elas e provocar-lhes inveja, como também não tem problemas em descer à rua. E como homem esperto que demonstra ser, vai aprendendo. Sendo razoavelmente culto, está longe da erudição e mantém por isso uma prudente distância das cliques, por onde serpenteia e destila charme, como também não tem problema em concordar com as ideias mais básicas do amigo do Primeiro-Ministro, o já mítico Zé, conseguido sempre transformá-las em algo que seriamente se pode defender. Cultiva a sua imagem, é o genro que todas as mães gostavam de ter. E é por tudo isto que me surpreende que certa Esquerda vire baterias para o Dr. Paulo Portas, como o grande demagogo da Direita portuguesa. Comparado com Pedro Santana Lopes, Paulo Portas é uma marioneta caricatural, uma espécie de seguro de vida para a Esquerda portuguesa, porque enquanto existir, muito gente que se integra nesse animal da fábula política portuguesa que se chama Eleitorado do Centro, vai "virar" à esquerda.

É que Paulo Portas, sendo um demagogo dotado, provavelmente mais dotado que Santana Lopes, nunca vai ser popular, pela sua própria natureza. Nunca vai perder aquele ar de beto da Avenida de Roma, por mais feiras e fainas que percorra. Pode até descer às minas, que irá sempre parecer uma marquesa incomodada com o cheiro a suor do povo. Santana Lopes é o retrato do país que somos, brota dele. Portas sonha, como muito bem explicou o seu amigo Miguel Esteves Cardoso, com um país que não existe nem nunca existirá. Portas era o puto mais inteligente da rua. Pedro Santana Lopes era o puto mais esperto da sua. Tem conseguido esbater a aura de inconsequente que o perseguia. Ganhou a Figueira da Foz sozinho, contra uma arrogância incompatível com a inteligência propalada dos seus adversários. Conseguiu devolver, pelo menos em termos de imagem, a importância àquela cidade. Ganhou Lisboa, que é mais importante que quase todos os Ministérios instalados no Terreiro do Paço. Obrigou o Primeiro-Ministro a ouvi-lo. Paulo Portas tornou-se presidente de um partido que nada mais é que um pequeno clube de sadomasoquismo, que ao longo de mais de duas décadas se foi divertindo a queimar ou a tentar queimar vivas algumas das pessoas mais inteligentes e válidas da Direita portuguesa, como Francisco Lucas Pires, o Prof. Adriano Moreira ou o Prof. Freitas do Amaral. Um partido que, nas próprias palavras do seu líder, poderia ter tido o Rato Mickey como candidato à liderança. Ou o Elmer Fudd, quem sabe. Que hoje é uma fábrica a produzir miúdos, aprumados por fora e completamente ocos por dentro, sem nada para dizer, velhos de 900 anos. Chegou a Ministro de Estado sem ninguém o querer, era apenas o puto que estava mais à mão, quando o PSD precisava de mais meia dúzia de centímetros para chegar ao fruto da árvore do poder e que agora veste uma casaca que manifestamente não lhe serve, que lhe está larga e lhe dá um ar ridículo. Por tudo isto não compreendo como é que a Esquerda se assusta com Portas e não combate Santana Lopes. Santana Lopes é credível, Portas não. Santana Lopes chega ao eleitorado que vagueia entre o PS e o PSD, Portas não. Portas nunca vai chegar a Primeiro-Ministro. A Santana Lopes basta esperar pelo momento certo, que se está a corporizar em cada manifestação de mediocridade do seu próprio partido.


(*) Texto publicado em 21 de Setembro de 2003 pelo meu amigo Nuno Augusto no seu extinto blogue.

Publicado por Fernando @ 22:54 | Um Mundo de Cidadãos (6)

Fooodaaaa-seeeeeeeeeeeee caraaaaaaaaaaalhoooooo

Publicado por Fernando @ 21:42 | Um Mundo de Cidadãos (3)

Táctica scolariana para hoje

Ó Nossa Senhora do Caravaggio, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Sion, Nossa Senhora de Copacabana, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Nossa Senhora da Paz, Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Assunção, Nossa Senhora das Neves, Nossa Senhora do Amparo, Nossa Senhora da Boa Esperança, Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora Auxiliadora, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Rocha, Nossa Senhora do Socorro, Nossa Senhora das Lágrimas, [o quê? já acabou o jogo?] Nossa Senhora do Divino Pranto, (...) Nossa Senhora do Livramento, livrai-nos dos malandros dos holandeses. Dai-nos força e discernimento para espremermos a laranja mecânica e já agora [hã?! o Santana já é Primeiro-Ministro?] a laranja que nos (des)governa. Ámen.

Publicado por Fernando @ 13:25 | Um Mundo de Cidadãos (0)

A desratização não passará

Isto é perfeitamente compreensível e só pode surpreender os ingénuos.
Afinal, os amigos protegem-se uns aos outros independentemente da espécie a que pertencem – sejam eles ratos, tubarões, vampiros, víboras, sanguessugas, chernes ou carapaus de corrida.

Deixai passar esta linda brincadeira
Que ainda vamos levar
Com um rato da Madeira

Publicado por Fernando @ 10:41 | Um Mundo de Cidadãos (2)

[terça-feira, 29 de junho de 2004]

Pensamentos cínicos (ou nem por isso)

– Não me sinto minimamente enganado por Durão Barroso. A verdade é que ele nunca me enganou.

– Fazia bem a este país uma cura de Santana Lopes (ou de Alberto João Jardim) como Primeiro-Ministro. Talvez ficasse imunizado de vez contra o PSD (perdão PPD/PSD).

– Percebe-se melhor o nível de vida de um país quando até o Primeiro-Ministro emigra.

– Se o número de telemóvel do Presidente da República fosse público, evitavam-se as manifestações espontâneas convocadas por SMS. Mandava-se a mensagem directamente ao visado e poupava-se gasolina.
(Pronto, tá bem... Ao menos assim convive-se.)

– Espero que estas manifestações anti-Santana em frente ao Palácio de Belém não se revelem premonitórias.

– A minha mãe sempre me disse que comer fruta faz bem à saúde. Depois das tapas e dos bifes, vamos lá comer laranjas.

Publicado por Fernando @ 23:04 | Um Mundo de Cidadãos (7)

[segunda-feira, 28 de junho de 2004]

Cruzes

Proponho que se efectue um referendo nacional com a seguinte pergunta:

Apesar de o Presidente da República ter o poder discricionário de, na sequência da demissão do Primeiro-Ministro, decidir dissolver ou não a Assembleia da República e consequentemente convocar ou não eleições legislativas antecipadas, e ainda de ter sido eleito também para tomar este género de decisões difíceis, acha que ele deve optar pela dissolução?

Se o referendo tiver uma taxa de abstenção superior a 50%, não terá validade e o PR decidirá conforme bem entender.
Se acontecer o contrário, o PR deverá respeitar os poderes que a Constituição lhe confere e decidir conforme bem entender.

Pelo menos assim perde-se mais tempo, e o pessoal fica todo contente por mais uma oportunidade de praticar aquilo que ameaça tornar-se um verdadeiro passatempo nacional: pôr uma cruzinha.

Publicado por Fernando @ 03:28 | Um Mundo de Cidadãos (6)

[domingo, 27 de junho de 2004]

A maior das remodelações

Então, anda meio mundo a pedir a remodelação do Governo e agora que se faz a maior de todas, querem eleições antecipadas?

E já agora, a toda essa gente que diz querer ter uma palavra a dizer neste assunto, lembro que já a disseram na altura certa: quando elegeram o Presidente da República.
Em caso de demissão do PM cabe ao PR – após ouvir os representantes do partidos políticos e mais quem ele bem entender – a decisão de dissolver ou não a AR. Ao escolhermos o PR também lhe confiámos a responsabilidade de decidir num assunto deste melindre.
E o que ele decidir é que vale. Ponto final.

Publicado por Fernando @ 04:22 | Um Mundo de Cidadãos (9)

[sábado, 26 de junho de 2004]

Desde que vi um porco a andar de bicicleta...

Muita gente usa esta expressão para demonstrar já ter visto tanta coisa estranha ou extraordinária, que já nada a surpreende.
Eu costumo usar outra: «desde que vi o Jardel e o João Pinto serem campeões no Sporting...»
Até hoje.

A partir de agora a minha frase será: «desde que vi este gajo chegar a Primeiro-Ministro...»

Publicado por Fernando @ 02:29 | Um Mundo de Cidadãos (1)

[quinta-feira, 24 de junho de 2004]

POR-TU-GAAAAAAAAAAAAAAAAAL

Bandeira gentilmente roubada ao Abade João, que já a havia roubado ao Marquês de TNT (re-encarnado e verde)

Publicado por Fernando @ 22:35 | Um Mundo de Cidadãos (8)

Viva (também) o futebol

Algumas perguntas:

– Porque é que, para alguns, as vitórias no futebol são menos importantes que em outras modalidades desportivas?
– Porque é que há quem condene a tentativa de conquistar títulos em futebol e vibre com as medalhas conquistadas por outros atletas nacionais?
– Porque é que há quem enalteça o esforço de uns atletas e denigra o de outros?
– Porque é que, para alguns bem-pensantes, o futebol não merece o apoio popular que lhe é dado?

Algumas respostas possíveis:

– Porque os apoios dados às outras modalidades são substancialmente menores.
É verdade, pelo menos em Portugal. Mas isso apenas valoriza o esforço desses atletas, não diminui o empenho e a dignidade dos futebolistas.

– Porque o futebol é um antro de negócios escuros, de lavagem de dinheiro, etc.
Algumas pessoas que à volta dele orbitam aproveitar-se-ão para daí tirarem dividendos ilícitos, mas isso não é exclusivo do futebol nem invalida a beleza do jogo e a dedicação dos seus praticantes.

– Porque as quantias exorbitantes que os futebolistas ganham são imorais.
Por cada futebolista milionário há milhares que o não são. O que por acaso acontece também em muitas outras modalidades, desde o ténis ao xadrez (para já não falar em inúmeras outras actividades).

– Porque não gostam de futebol.
Eu também não acho graça nenhuma à esgrima, mas fico feliz se os esgrimistas portugueses fizerem boa figura nos campeonatos internacionais.



Deixemo-nos mas é de merdas e apoiemos a nossa selecção de futebol como apoiamos os outros atletas portugueses.

A vida sem emoção não vale a pena, e hoje Portugal é um estádio, a vida é uma bola e o resto... são bandeiras.

Publicado por Fernando @ 00:34 | Um Mundo de Cidadãos (10)

[domingo, 20 de junho de 2004]

Portugal 1 - Espanha 0

Acabou a crise. Vem aí a retoma.
E eu vou (re)tomar uma cervejinha e já volto.

Publicado por Fernando @ 22:08 | Um Mundo de Cidadãos (9)

Ainda sobre a bandeira

Na sequência de um comentário deixado aqui.

Caro Dito Cujo, desfraldar a bandeira nacional para apoiar a selecção não é mais piroso e foleiro que exibir a bandeira de qualquer clube para o incentivar. E se é natural que num encontro de selecções as pessoas agitem no estádio a bandeira do seu país, também o é que o façam as que não vão aos estádios.
É óbvio que quando acabar o europeu de futebol, as bandeiras desaparecerão. O que me parece é que se devia aproveitar esta onda de euforia com a selecção e canalizar esta energia (se é que ela existe mesmo) para o que realmente interessa: a cultura portuguesa.
E quando digo cultura, falo em sentido lato. Temos uma História de mais de 800 anos e esquecemo-nos disso com frequência.

A relação que estabeleces entre xenofobia e a bandeira é artificial. Uma pode existir sem a outra e vice-versa. A aversão a tudo o que é estrangeiro não passa de um desvio psiquiátrico que nada tem a ver com um pedaço de pano.
Discordo totalmente quando afirmas que a bandeira é ...um sinal de afirmação perante o "estrangeiro", esse grande desconhecido de todos nós. É uma forma estúpida e baixa de dizer "Eu não sei - nem quero saber - quem tu és, de onde vens, para onde vais. Eu sou português e isso basta-me.". Basta ver a confraternização (excluindo a confraternização à inglesa, obviamente) que se tem gerado nos últimos dias em vários pontos do país entre adeptos das várias selecções, cada um com a sua bandeira.

Não há que ter medo dos símbolos e a nossa bandeira é apenas isso: um símbolo dum país que, infelizmente, não gosta de si mesmo. E é este último pormenor que é urgente mudar.

Esclareço-te ainda que ser cidadão do mundo não é desvalorizar o próprio povo assente na teoria da igualdade entre todos os povos. É antes reconhecer a cada um o direito e o dever de defender a sua cultura e de o demonstrar orgulhosamente em qualquer parte do mundo.

Publicado por Fernando @ 19:30 | Um Mundo de Cidadãos (8)

Prognóstico antes do jogo

Independentemente do resultado do Portugal-Espanha, nuestros hermanos – e não nuestros amigos, uma vez que os amigos podem escolher-se – já ganharam.

Qual táctica do quadrado qual carapuça? As nossas performances em matemática e geometria são a desgraça que são.
Qual padeira qual quê? O nosso pão há muito tempo que é Panrico.
O nosso Nuno Álvares é brasileiro e com tanto guerreiro ca(n)sado só nos resta a ala do namorado Cristiano Ronaldo.
Muito pouco, convenhamos.

Basta descer a nossa Avenida da Liberdade e contar os edifícios por eles comprados...
Basta entar nos nossos supermercados e contar os produtos por eles fabricados...
Basta olhar a nossa produtividade, os nossos salários e comparar com os deles...
Basta ouvir a língua que se fala nos nossos hospitais...

Eles já ganharam há muito tempo.

Publicado por Fernando @ 18:19 | Um Mundo de Cidadãos (3)

[sábado, 19 de junho de 2004]

Meu caro amigo

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permite, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal, adeus


Francis Hime - Chico Buarque
1976 (no tempo em que não havia emails nem blogues)



Adenda em 20 de Junho
Ele há coisas do diabo. Soube agora que ontem - dia em que coloquei este post - o senhor Chico Buarque completou a bonita idade de 60 anos.
Muitos parabéns ao maior compositor e poeta da MPB.

Publicado por Fernando @ 02:11 | Um Mundo de Cidadãos (7)

[sexta-feira, 18 de junho de 2004]

Patrioteirismo


Sempre quero ver se as bandeiras ostentadas nos automóveis e desfraldadas nos edifí­cios continuarão depois do Europeu. Algo me diz que não e é pena que não se aproveite este fervor patriótico para o resto.
E o resto – muito mais do que torcer pela selecção nacional – é apoiar a música, o teatro, a literatura, os artistas portugueses; interessar-se pela nossa História, pelos nossos sí­mbolos, visitar os nossos museus; esmerar-se na correcta utilização da Lí­ngua; enfim, defender a nossa cultura e amar verdadeiramente este Paí­s...

Ter orgulho em ser português não pode resumir-se à bola... Ou não passaremos de um paí­s de patrioteiros.

Publicado por Fernando @ 20:35 | Um Mundo de Cidadãos (7)

Regresso

Após semana e meia com uma sobrecarga de trabalho que deu origem a três directas e a dormir duas ou três horas por dia, sucederam-se uns dias normais que deram para retemperar forças e pôr o sono em dia.

Eis-me, portanto, de volta às bloguices.

Publicado por Fernando @ 19:59 | Um Mundo de Cidadãos (5)

[sexta-feira, 04 de junho de 2004]

O desporto nacional


O que nos distingue realmente dos outros povos...

Publicado por Fernando @ 23:36 | Um Mundo de Cidadãos (29)