Há já alguns anos, durante uma visita ao Sea World de Orlando, dirigi-me a um telefone público, liguei o «0» e pedi à operadora uma chamada para Portugal a pagar no destino, ao que ela me perguntou:
– A pessoa que atender sabe falar inglês?
– Não. Mas responderá «yes», que é o que está combinado.
– Então só um momento que vou procurar por aqui alguém que fale português.
Não passaram mais que 10 segundos e apareceu-me uma simpática operadora brasileira, que me fez a ligação.
Escusado será dizer que a minha alma ficou parva por vários motivos: por a operadora americana saber que língua se fala em Portugal, mas também – e sobretudo – pela eficiência do serviço, que é o que interessa agora.
Vem isto a propósito de uma das mais irritantes experiências dos tempos modernos, que é ter que ligar para uma empresa e levar com essa moda das mensagens gravadas – «Para o assunto x escolha 1, para o assunto y escolha 2, ...» – ao som duma repetição obsessiva d'A Primavera.
Quantas vezes a duração da chamada não daria para ouvir completamente As Quatro Estações, mas não. Repetem parte d'A Primavera até à exaustão, irritantemente intercalada com «A sua chamada encontra-se em fila de espera. Queira aguardar mais um momento, por favor.»
A chamada a contar e um gajo a aturar o raio da máquina...
De cada vez que falo com o Vivaldi ao telefone, lembro-me desta história no Sea World.
Que raio, com esta mania do atendimento personalizado para tudo e mais alguma coisa, como é que ainda ninguém percebeu que o caminho não é substituir telefonistas por gravações?
Proponho portanto que, a somar às já padronizadas opções utilizadas, passem a existir mais duas, com o objectivo de informar inequivocamente os responsáveis de tais empresas sobre o que muita gente pensa sobre o assunto:
«Se acha que este atendimento gravado é uma grande merda, escolha a opção x.»
«Se quer simplesmente mandar-nos para a puta que nos pariu, escolha a opção y.»
Na sequência do post anterior fui pesquisar um pouco mais sobre o Spartacus e e descobri que Peter Ustinov - que ganhou um oscar de melhor actor secundário, justamente com este filme - morreu anteontem.
Actor de excepção, realizador, novelista, dramaturgo, produtor, Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, entre outras actividades, Peter Ustinov foi um homem que acreditou sempre que era possível mudar o mundo.
Nascido em Londres, tinha ascendência Russa, Alemã, Francesa e Italiana. Logo à nascença já estava condenado a tornar-se um Cidadão do Mundo.
Acabei de rever na RTP1 o filme Spartacus, realizado por Stanley Kubrick.
Já tinha saudades dum épico sem a actual parafernália de efeitos digitais. E que bom ouvir os romanos em excelente inglês, sem essas modernices do latim.
Antoninus (pai da Jamie Lee Curtis): Are you afraid to die, Spartacus?
Spartacus (pai do Michael Douglas): No more than I was to be born.
Para o João, os meus sentidos pêsames e a minha solidariedade nesta hora difícil.
Pela primeira vez, abro o editor do blogue sem ideia alguma do vou escrever. Vou então debitar exactamente o que me vier à cabeça.
E o que me vem à cabeça é que, se às vezes me farto disto dos blogues e me pergunto qual o interesse de andar para aqui diariamente (ou quase) a escrever, a ler e comentar o que outros escrevem, outras me convenço de que tenho algo para dizer e que não posso defraudar quem gosta de me visitar (sim, parece que há!).
Vem-me à cabeça que uma querida amiga me pediu para eu não deixar nunca de ser como sou e que eu não faço a mínima ideia de como isso se consegue. Se calhar, não fazer esforço para tal, é a solução.
Vem-me à cabeça que se eu passar o resto da vida a ouvir só boa música, não consigo ouvir nem metade da que se compôs até hoje. Porque raio perco então tanto tempo a ouvir tanta porcaria? O mesmo para a literatura...
Vem-me à cabeça que enquanto escrevo isto, milhares sofrem doenças e fome ou morrem assassinados. E eu aqui, a escrever parvoíces.
Vem-me à cabeça que, neste preciso momento, provavelmente algum jovem estará a embrulhar explosivos à cintura para se imolar numa explosão que matará dezenas de infiéis.
Vem-me à cabeça que esse jovem provavelmente viu a família metralhada num campo de refugiados no Líbano e que cresceu sem expectativas de futuro e que é tão fácil indivíduos sem escrúpulos aproveitarem-se dessas fragilidades psicológicas e convencerem-nos a tornarem-se mártires.
Vem-me à cabeça que, mesmo assim, não consigo compreendê-lo.
Vem-me à cabeça que não é porque se matam e porque morrem pessoas, que posso privar-me de escrever o que me vem à cabeça.
Vem-me à cabeça que está a chegar a altura dessa chatice anual que é entregar o IRS.
Vem-me à cabeça que os dirigentes mundiais com influência directa no futuro da humanidade são uns imbecis e eu não posso fazer nada para alterar isso.
Vem-me à cabeça que já escrevi o suficiente para um post e que devo parar por aqui.
Vem-me à cabeça que um post não tem que ter tamanho definido. Tem o tamanho que eu quiser e que, portanto, não tenho que parar de escrever por isso.
Vem-me à cabeça que se escreve e fala muito mal neste país e que sempre que eu escrevi a censurar a política de ensino, fui criticado por ser elitista e antidemocrático.
Vem-me à cabeça que, sendo eu um indivíduo de esquerda, cada vez mais tenho opiniões que sempre associei à direita e penso muitas vezes que estou a ficar reaccionário.
Vem-me à cabeça que isso não interessa nada. Sou como sou e pronto.
Vem-me à cabeça que, a respeito do Dia Mundial do Teatro, a RTP passa neste momento um programa sobre o dito e que no resto do ano está-se nas tintas para o assunto.
Vem-me à cabeça que as coisas que nos vêm à cabeça, às vezes não têm nexo nenhum e que o encadeamento de pensamentos é uma coisa estranha e possivelmente mal estudada ou mesmo impossível de estudar.
Vem-me à cabeça que já chega.
A propósito do Dia Mundial do Teatro, resolvi recuperar uma definição que, há quase dois meses, escrevi na minha outra casa blogosférica, o Dicionário Baldas.

No You've Got Mail descobri uma interessante operação plástica a um computador, que me recordou uma história que me contaram há já algum tempo. É uma história simples, mas que demonstra a capacidade que as crianças têm de ver as coisas por outro ângulo e de, a toda a hora, nos surpreenderem.
Um rapazinho descobriu no sótão uma velha máquina de escrever, há muito esquecida. Desconhecendo tão estranho aparelho, perguntou ao pai de que se tratava. Este, imediatamente tratou de a limpar e demonstrar ao filho o funcionamento de tal velharia. Ao aperceber-se para que servia a máquina, o miúdo exclamou:
- Ena, isto é muito mais avançado do que o computador!
- Mais avançado? Como? - perguntou o pai, surpreso.
- Então, isto dá para escrever e imprimir ao mesmo tempo.
Qualquer um sabe que, se o pilar da Justiça estiver podre, é natural que - mais cedo ou mais tarde - o país desabe.
Ainda não vi «A Paixão (de Cristo?, de Gibson?)», nem tenciono fazê-lo tão depressa.
Ver uma história mais que gasta com um argumento velho de dois mil anos que toda a gente já conhece, não me atrai minimamente.
Com tanto filme original por aí e ao preço a que estão os bilhetes de cinema...
o texto de Francisco José Viegas sobre Maria João Pires e as suas declarações ao El País.
Ainda pelo Aviz, quando a estupidez e o ridículo se juntam, dão este resultado.
Calculo que, a esta hora, o Sheik Ahmed Yassin, líder do Hamas tranformado em mártir por Israel, já tenha aviado algumas das setenta virgens que lhe couberam em sorte no paraíso muçulmano.
Não sei onde é que Deus vai buscar tanta virgem para tanto mártir. Será que as recicla?
Soneto da rosa
Mais um ano na estrada percorrida
Vem, como o astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.
E da fragrante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora
Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude
Para que o sonho viva da certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.
Vinícius de Moraes
in Poesia completa e prosa: "O encontro do cotidiano"

Em grego antigo, «borboleta» diz-se psyché, palavra que também significa «alma».
Carta
1. se v. exa. me permite
eu gostaria de dizer o que penso.
2. em primeiro lugar penso
que v. exa. anda
no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio.
3.v. exa. dirá que eu estou afirmando
que v. exa. anda para trás.
4. na verdade, nada me impede de afirmar que
v. exa. anda para trás.
não foi isso porém que eu disse.
5. com efeito, não sei
se v. exa. anda para trás. segundo penso,
v. exa. anda no sentido oposto ao dos ponteiros
do relógio.
6. seria necessário poder afirmar com toda
a segurança que os ponteiros do relógio
andam para a frente,
para poder afirmar
com igual segurança
que v. exa. anda para trás.
7. mas quem está em condições de
afirmar com toda a segurança
que os ponteiros do relógio andam
para a frente? ninguém está
em condições de afirmar com toda a segurança
que os ponteiros do relógio andam
para a frente, porque, como v. exa. sabe,
os ponteiros do relógio andam à roda.
8. a única coisa que se pode afirmar com toda a
segurança
é que os ponteiros do relógio andam
à roda para um lado e v. exa.
anda à roda para o outro. os ponteiros
do relógio rodam para um lado e v. exa. roda
para o outro. de modo que v. exa. com
o seu movimento anula o movimento
dos ponteiros do relógio e vice-versa.
9. na verdade é como
se v. exa. não andasse e como
se os ponteiros também não andassem.
10. com efeito, não creio que v. exa. ande para a frente
nem que v. exa. ande para trás, não creio que v. exa.
ande para cima nem que v. exa. ande para baixo, não creio que v. exa.
ande para a direita nem que v. exa. ande para a esquerda,
apenas suponho que v. exa. anda à roda de si mesmo,
no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio e,
ainda,
de olhos fechados, para não enjoar.
11. o que eu, em duas palavras, em segundo lugar penso,
é que v. exa. usa um instrumento de osso ou de plástico
com uma enfiada de pontas aceradas, chamado pente,
a fim de estar sempre bem penteado, pois nada
perturba mais v. exa. que o receio de não
estar bem penteado, nada perturba mais
v. exa., e é por isso que só quando v. exa.
acaba por perder o cabelo todo se começa
a sentir um pouco à vontade. é, segundo suponho,
por isso.
12. de forma que a visão de
v. exa. e dos restantes concidadãos
andando todos à roda de si mesmos,
no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio,
de olhos fechados e cabelos cuidadosamente penteados
é um espectáculo alucinante,
que v. exa. infelizmente não pode apreciar,
por ter os olhos vendados.
13. claro que v. exa. julga que só v. exa.
faz o movimento que v. exa. faz, e o mesmo
julgam os restantes concidadãos, pois
todos se consideram uma excepção, um
caso único, especial, e no entanto todos
formam uma regra, no seu movimento regular,
no seu círculo vicioso,
à roda de si mesmos,
no sentido oposto ao dos ponteiros de relógio,
de olhos fechados
e cabelos cuidadosamente penteados.
Alberto Pimenta, o poeta inexistente
No programa «Elas em Marte», que passou há minutos na SIC Mulher, discutia-se o estado lastimável da Língua Portuguesa, com quatro convidados em estúdio: um homem e três mulheres, especialistas nesse idioma em vias de extinção.
As legendas identificavam o homem como Prof. Catedrático, duas das mulheres como Lic. Filologia Clássica e a terceira como Lic. Filologia Romântica - curso decididamente marciano.
Independentemente de terem sido ou não os quatro beduínos os autores do atentado em Espanha, não lhe parece que os ataques às Torres Gémeas e ao Pentágono foram suficientemente sofisticados, senhor Berlusconi?
Alexandre de Bernay, poeta francês do século XII, empregou o verso de doze sílabas, pela primeira vez, no Roman d'Alexandre, cujo herói é Alexandre Magno. Mais pela importância desta figura do que pelo nome do autor, temos, assim, a designação de alexandrino.
in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Ora, nada como os versos do tio Alexandre para relatar um almoço com um tio por anfitrião.
Foi a treze de Março do ano corrente
Que um excelente repasto juntou em Leiria
Catorze blogues: treze mais o da Maria
Que, tímida, o escondeu de quem esteve presente.
Foi um tio Marquês o grande anfitrião
Deste belo convívio de barriga cheia.
Nos cantos o Alex e o canto da sereia
E no meio da mesa... este cidadão.
E sem pingas de sangue esteve o bisturi,
Esteve o livro das horas – que a história reflecte –
O memorial convento, que é muito mais blete
Do que o belo castelo erguido mesmo ali.
Entre letras e garfos inda foi possível,
Que em 5 minutos, universos desfeitos
Renascessem maiores, muito mais perfeitos,
No lugar onde Deus se tornou mais visível.
P.S. Henrique, és um homem extraordinário. Obrigado por existires.
![]() Bali, 12-10-2002 | |
![]() Madrid, 11-03-2004 | |
![]() Nova Iorque, 11-09-2001 | ![]() Bagdad, 19-08-2003 |
![]() Jerusalém, 18-06-2002 | |
Morreu aos 70 anos um dos homens que, nas últimas quatro décadas, mais fez pela música ligeira portuguesa (enquanto ela existiu).
Multi-instrumentista, compositor e orquestrador de raro talento, este homem, que gostava de Portugal como poucos portugueses, nasceu em Bremen, na Alemanha, e lá cresceu durante o período do domínio de Hitler e da II Guerra Mundial, acontecimentos que o marcaram profundamente para o resto da vida.
Privei com ele apenas duas vezes. A primeira numa festa de aniversário dum amigo comum, a segunda no decurso da minha actividade profissional.
Em qualquer destas ocasiões, tive oportunidade de constatar aquilo de que já suspeitava: este homem era de uma inteligência, integridade, simplicidade e humor raros e, sinceramente, pareceu-me não ter a consciência da importância que teve na história do audio-visual português.
Desconfio, infelizmente, que não passará de mais um para alimentar a fornalha do esquecimento deste país de memória curta.
A evolução e o enriquecimento das línguas também são feitos de equívocos.
Vejam, por exemplo, o que descobri aqui:
Quando os conquistadores ingleses chegaram à Austrália, assustaram-se ao verem uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente perguntaram qual era o nome do bicho a um nativo, que repetia sempre "Kan Ghu Ru". Portanto adaptaram-no para o inglês, "kangaroo" (canguru).
Só mais tarde, os linguistas determinaram o significado: os indígenas queriam dizer «Não te entendo».
Se a pergunta tivesse sido «Quem és tu?», os aborígenes australianos seriam hoje conhecidos como Cangurus.
«Não gosto de prémios de Estado porque acredito - fui educado assim - que o artista é por natureza um traidor ao poder instituído. O artista desenvolve a sua actividade contra o Estado e, por isso, deve ser reconhecido por associações profissionais. O Estado não tem o direito de premiar passados.»
Foi com estas palavras que o Excelentíssimo Senhor Artista Jorge Silva Melo (ESAJSM) resolveu recusar um prémio de 25 mil euros, atribuído pelo Instituto das Artes.
Quero deixar aqui publicamente o meu agradecimento ao ESAJSM por recusar o prémio com que o Estado(1) o queria – estupidamente, pelos vistos - distinguir.
É sabido que os espectáculos montados pelo ESAJSM, são vistos apenas por meia-dúzia de iluminados seus amigos e, ocasionalmente, por um ou outro distraído, que jurará ter visto uma obra-tia.
É, portanto, perfeitamente lógico que, sendo o ESAJSM especialista em criar espectáculos que ninguém vê, não aceite prémios dum Estado(1) que, pelos vistos, premeia o que não conhece.
O que já não é lógico, é o ESAJSM ser um dos habituais felizes contemplados com subsídios daquele contra quem desenvolve a sua actividade: o Estado(1).
Mas, a bem da coerência – valor que, espero, tenha feito parte da sua artística educação – presumo que o ESAJSM, a partir de agora recusará o dinheiro que o Estado(1), magnânima e estupidamente, teimar em lhe oferecer. Repare-se que já nem falo da devolução do que recebeu até hoje para a produção das suas actividades subversivas.
Duvido é que o dinheirinho que anualmente lhe temos doado, seja investido no que é realmente importante para todos nós: a Saúde, a Educação, a Justiça e a Cultura a sério. Temo sinceramente que, os subsídios que o ESAJSM recusará a partir de agora, sejam entregues a outros traidores do poder instituído do mesmo calibre, e que não são tão poucos como isso.
De hoje em diante, mais do que não ter o direito de premiar o passado do ESAJSM, o Estado(1) passa a ter o dever de não subsidiar o seu futuro.
Karo senhore, sube ke voça chelência pertende ke a malta pace a gramar ezames no 9º ano e se kalhar no fin do 1º e do 2º siclo. Hora eu sou kontra os ezames os profs tanbém e o meu pai tanbém. O meu pai eh 1 bakano mas a minha mâe eh a únika da noça familia ke axa ke deve-mos ter ezames mas ela tein ideias muinto eskesitas naum gosta ka gente perka muinto tenpo kom os gueime bóis e a ver telvizão e o meu pai diz kela tem a mania ké intelectoal pq dis ke na eskola naum ençinam nada há malta. O meu pai é ke tem rasão na eskola aprendesse senas fiches. Brinca-mos muintos jogos edocativos komo adevinhar kuantos ção 3x9 e iço e até consegui-mos praí há kinta ou cesta temtativa e estuda-mos as canssões da Xakira e da Britnei ás veses faze-mos pimturas com as maos. A minha mâe naum gosta pq eh dificil tirar as noduas das calssas mesmo kom us deterjentes, mas ela eh intelectoal e o meu pai dis kisso esplica muinta koisa.
Mas voltamdo há probelmática (agora tive bein) dos ezames eu naum gostu pq naum temos muinto tempo pa perparar-nos. Já temos ke jugar pleisteixon e conputador, ver a telvizão, pacear no chópingue e acim. Naum çobra muinto tenpo pás senas da eskola por iço.
O meu pae naum votou no senhore e dis keças ideias ção fachistas mas a minha mâe tanbem naum votou em ci e gostou muinto. Naum concigo precebê-los pq naum entemdo muinto de pulítica. Mas cei ke eh perciso pulíticos pa guvernar o paíz.
Por iço pesso ao senhore con muinta forssa pa pençar melhore no açunto pq a malta kurte bué a sena de naum xumbar-mos e se comessa-mos todos a xumbar fica-mos traumatisados e ninguein paça e depois ninguein vai pá univercidade e depois naum fika ninguein pa guvernar o paíz amanhâ.
Dizein ke as crianssas ção o futuro e hera mau akabar kom ele. Pensse niço.
Zekinha
(estudamte do ençino secumdário)
Em quase todos os casos de regressões de que ouvi falar até hoje, os viajantes a vidas anteriores foram indivíduos famosos, nobres, faraós, heróis militares, filósofos, princesas...
Nunca ouvi ninguém dizer que tinha sido bandido, prostituta ou, simplesmente, pobre. E ninguém foi outro animal.
Parece que nem todas as almas têm direito a escolher novos invólucros.
Será que a democracia não vigora no outro mundo? Ou serão as almas uma cambada de elitistas?
Às zero horas do passado dia 1 de Março, faleceram o liberal inconformado Mata-Mouros, o pugnador pela Liberdade Cidadão Livre e o liberal relativista Cataláxia.
No mesmo instante, ressuscitaram sinergicamente fundidos num blasfemo ataque ao estado geral de bovinidade.
Obrigatório assinalar também a ressurreição duma Formiga e dum Selvagem.
Já após ter alinhavado meia-dúzia de ideias sobre a adopção de crianças por homossexuais, dei de caras com este artigo, que sintetiza muito bem o que penso sobre o assunto.
Acrescento apenas que, em Portugal, a adopção por homossexuais já é permitida. A lei, ao conceder que uma criança seja adoptada por apenas um indivíduo, nada define acerca da orientação sexual do mesmo, logo...