Na sequência da afirmação do deputado do CDS, João Morgado, em Abril de 1982, de que «o acto sexual é para fazer filhos», a saudosa Natália Correia repondeu-lhe com o seguinte poema, provocando o riso em todas as bancadas parlamentares:
Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! –
uma vez. E se a função
faz o orgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
O deputado, ofendido com a dedicatória, rispostou que tinha DOIS filhos. Ao que Natália respondeu que bastava substituir truca-truca por truca-truca truca-truca.
Tenho tido mesmo pouco tempo para bloguices, mas chegou a altura de pôr alguma escrita em dia.
Na sequência das declarações de Luís Villas-Boas na semana passada, decorreu, em diversos blogues, um aceso debate sobre a homossexualidade e adopção por parte de homossexuais.
Tenho-me limitado a comentar nos diversos blogues em que o assunto foi abordado, mas, depois de ter lido tanto disparate, resolvi também declarar a minha opinião a respeito do assunto, discorrendo sem nenhuma ordem específica sobre uma série de pontos que considero pertinentes.
Dividirei esta exposição em dois posts (não necessariamente seguidos). Um sobre a homossexualidade e outro sobre a adopção por homossexuais.
Para já, limito-me a confirmar que, de facto, é certo que uma desgraça nunca vem só. Já não bastava a infelicidade das crianças serem orfãs ou terem sido abandonadas, ainda há a infelicidade de termos uma péssima política de adopção e a infelicidade das afirmações proferidas por Villas-Boas sobre a infelicidade das crianças adoptadas por homossexuais.
Um amigo ligou-me perguntando como era possível eu ter deixado passar em branco a data da morte de Zeca Afonso.
De facto, mesmo com o pouco tempo que tenho tido para bloguices, não me custava nada ter publicado aqui um poema do Zeca. Não me tiraria mais que dois ou três minutos.
Aproveito então para esclarecer os demais amigos que me lêem, que não houve esquecimento algum da minha parte. Quanto mais não fosse pela coincidência de o dia em causa ser o dia seguinte ao do meu aniversário.
Trabalho no mundo da música. Contacto com ela todos os dias, a gravar, a compor, a escutar... E é raro o dia em que não me lembro do Zeca.
Ele foi o mais inovador músico popular do século XX português. Influenciou dezenas de cantores e compositores que, por sua vez, influenciaram outros que influenciaram outros... Mesmo aqueles que não têm consciência alguma disso.
A música portuguesa das últimas décadas deve-lhe quase tudo e ele vive em quase tudo o que se faz hoje musicalmente em Portugal.
Por isso, quando o meu amigo me ligou, a minha resposta foi, naturalmente:
– O Zeca morreu?! Quando?!
A Besta está mesmo em todo o lado e a numerologia - essa ciência do oculto dominada apenas por iluminados - está aí para o provar.
| C | I | D | A | D | A | O | D | O | M | U | N | D | O | |
| 67 | 73 | 68 | 65 | 68 | 65 | 79 | 68 | 79 | 77 | 85 | 78 | 68 | 79 | ASCII values |
| 4 | 1 | 5 | 2 | 5 | 2 | 7 | 5 | 7 | 5 | 4 | 6 | 5 | 7 | digits added |
| 1 | 9 | 1 | 6 | 3 | digits added | |||||||||
Thus, "CIDADAO DO MUNDO" is 19163.
Evil, QED.
O eterno confronto entre a teoria e a prática.
Os meus queridos Cath e Henrique vão adorar este parafuso. O mais importante desde Arquimedes, digo eu.
O cidadão anda meio parado e assim vai continuar mais uns dias. Afazeres profissionais, a isso o obrigam.
Em breve voltará a tempo inteiro.
É sempre interessante saber que tipo de pesquisas trazem as pessoas aos blogues. Pela sua própria natureza, os blogues abordam assuntos variados e a probabilidade da existência de palavras que, combinadas, levam a equívocos, é grande.
Guardei algumas dessas expressões para analisar um dia destes, mas, para já, há um tema que tem batido tudo nas duas últimas semanas: Miklós Fehér.
Algumas das pesquisas, além de surrealistas, demonstram uma tal morbidez, que talvez merecessem um esmerado estudo sociológico.
Eis a lista completa:
Lembro-me de uma entrevista radiofónica ao Professor Moniz Pereira, homem a quem ainda não foi prestada a devida homenagem por tudo o que fez em prol do desporto em Portugal - estão à espera que morra, obviamente - em que referia que, quando era treinador de voleibol no Sporting, nos encontros Sporting-Benfica, na falta eventual de algum árbitro, os jogadores do Benfica lhe pediam que arbitrasse o jogo. Contou ainda que, findos os encontros, as equipas iam jantar juntas em amena confraternização.
Hoje, os recintos desportivos são, cada vez mais, locais menos recomendáveis. O tempo em que o desporto era um espectáculo para toda a família, quando não se corria o risco de levar com cadeiras, de ser esmagado por multidões em fúria, de ouvir os cânticos imbecis das claques e de ser, em casos mais extremos, atingido por verylights, acabou.
Ao acabarem com recintos desportivos que permitiam a práctica de outros desportos e construírem mastodontes de gosto duvidoso que só servem para o futebol profissional e para a realização de concertos pop, deram mais uma machadada no já paupérrimo panorama desportivo português.
A carência de pavilhões desportivos nas escolas e a inexistência de uma política para o desporto escolar é outra pecha evidente.
Em vez de se estimular a prática desportiva saudável, investe-se em construções megalómanas, procurando fazer passar para o exterior uma imagem de desenvolvimento que é claramente falsa, como o demonstram os acontecimentos recentes.
Infelizmente, nada me leva a crer que o panorama se altere: temos políticos de merda, dirigentes de merda e espectadores de merda.
Com tanta merda junta é impossível progredir. Não basta mudar as moscas.
Mandaste-me dizer,
No teu bilhete ardente,
Que hás-de por mim morrer,
Morrer muito contente.
Lançaste no papel
As mais lascivas frases;
A carta era um painel
De cenas de rapazes!
Ó cálida mulher,
Teus dedos delicados
Traçaram do prazer
Os quadros depravados!
Contudo, um teu olhar
É muito mais fogoso,
Que a febre epistolar
Do teu bilhete ansioso:
Do teu rostinho oval
Os olhos tão nefandos
Traduzem menos mal
Os vícios execrandos.
Teus olhos sensuais
Libidinosa Marta,
Teus olhos dizem mais
Que a tua própria carta.
As grandes comoções
Tu, neles, sempre espelhas;
São lúbricas paixões
As vívidas centelhas...
Teus olhos imorais,
Mulher, que me dissecas,
Teus olhos dizem mais,
Que muitas bibliotecas!
Cesário Verde (1855-1886)
Dicionário
do Lat. dictionariu < Lat. dictione, locução
s. m.,
conjunto dos vocábulos de uma língua ou dos termos próprios de uma ciência ou arte, dispostos por ordem alfabética e com a respectiva significação ou a sua versão noutra língua.
Baldas
s. f.,
defeitos;
faltas habituais;
gír.,
desleixado;
descuidado.
blog,
a união das definições anteriores e o contrário;
a língua portuguesa é mesmo muito traiçoeira.
Tenho visto por aí publicado nalguns blogues, um artigo dum tal Michael Rienzi, já com mais de quatro anos, intitulado «A raça é um mito? A ciência distorcida pela esquerda para propósitos políticos.»
Pretende o autor do dito artigo, refutar algumas afirmações que considera cientificamente infundadas - e que classifica de esquerda (!!!) - sobre a inexistência de raças humanas.
Bom, eu lembro-me de - nas minhas já longínquas aulas de biologia - ter aprendido que as diferenças taxonómicas que justificam a divisão de qualquer espécie em raças, não são suficientes para que se diga que há raças humanas. Este é, aliás, um dos argumentos que o autor pretende desmontar. Com que objectivo, é para mim um profundo mistério, não esclarecido pelo articulista.
Considerando que a ciência evolui, o número de características consideradas necessárias para se incluir um indivíduo de qualquer espécie numa raça, pode ter-se alterado também.
Aceito, portanto, que o que aprendi esteja desactualizado, o que não é incomum em ciência.
Ora acontece que não considero importante o facto de haver ou não raças humanas. Quero com isto dizer que, independentemente de a ciência nos demonstrar ou não a existência de tais diferenças biológicas na espécie humana - ou em qualquer outra - os indivíduos não se alteram por isso.
Donde, a minha vida de todos os dias não será, certamente, afectada por qualquer tipo de alteração científica neste campo.
Também é sabido que o conceito de raça, aplicado à espécie humana, tem o significado de etnia, de origem. É pois indiferente para o comum dos mortais, o rigor científico da definição - a não ser para aqueles que não têm opinião própria sobre a matéria, e precisam de se sentir sustentados pelas teorias científicas e pseudo-científicas que por aí abundam a respeito deste e de muitos outros assuntos.
Mas, dando de barato que o autor do referido artigo tem razão, e que, afinal, as tais raças humanas existem mesmo - o que, repito, é de todo irrelevante - que quererá ele demonstrar com isso? Que intuito estará por detrás de tão veemente ataque aos que defendem o contrário? A busca desinteressada pelo rigor científico? Um enigma a que o referido senhor não dá resposta.
No entanto, para que não restem dúvidas, e para que, duma vez por todas, se vejam as verdadeiras diferenças entre as várias raças, etnias, culturas, castas, ou lá o quiserem chamar-lhes, deixo-vos com a mais científica análise feita até hoje sobre o assunto.
Para quem tiver curiosidade (e paciência) aqui vai o artigo na totalidade:
A raça é um mito? A ciência distorcida pela esquerda para propósitos políticos.
por Michael Rienzi
O igualitarismo racial tem falhado em produzir a "igualitária e justa" sociedade prometida pelos técnicos sociais. Ao mesmo tempo, está ocorrendo o marcante renascimento da identidade racial e étnica no mundo pós guerra-fria. Em resposta, a esquerda adoptou uma nova estratégia: negar totalmente a existência de raças! É por Isso que ouvimos falar tão frequentemente que "raça é uma construção social, sem validade biológica" e que "a ciência prova que somos todos iguais". Ironicamente, é em conexão com o progresso e entendimento do genoma humano – progresso no campo que irá definitivamente provar a realidade biológica das raças – que nós mais temos ouvido que raça é nada mais do que características "superficiais" e de aparência.
Contra essa visão, há primeiro de tudo as óbvias diferenças entre os grupos de populações humanas que todos reconhecem. Há também evidências genéticas que podem ser usadas independentemente dos métodos tradicionais para classificar diferentes populações humanas em grupos raciais que são virtualmente idênticos aos baseados nos alegados traços "superficiais" estudados pela tradicional antropologia física. O professor Glayde Whitney escreveu nessas páginas:
"Esses dados são portanto uma virtualmente irrefutável demonstração da realidade das raças – uma análise puramente estatística das frequências alelas (diferenças genéticas de um grupo para outro) dando resultados que são essencialmente idênticos aos grupos raciais estabelecidos pela antropologia tradicional".
Uma honesta avaliação de dados confirma a realidade racial. Mas vamos ver os argumentos do outro lado:
Apesar de ser verdade que as populações humanas compartilhem aproximadamente 99.9% de seus genes, é também verdade que os humanos compartilham mais de 98% dos seus genes com chimpanzés, e uma grande porção com animais como ratos e cachorros. Muitos desses genes produzem estruturas básicas do corpo que todos mamíferos possuem em comum; diferenças entre organismos são causadas por diferenças genéticas muito pequenas.
Homens e mulheres são 99,998% idênticos mas ninguém sugere que homens e mulheres são idênticos.
Evidências actuais sugerem que todas as diferenças sexuais entre homens e mulher sejam o resultado de somente uma diferença genética – um gene (os Testes Factor Determinante) de uma estimativa de 50,000 – 100,000! Isso significa que homens e mulheres são 99,998 aos 99,999% geneticamente idênticos, mas ninguém sugere que sexo é uma mera “construção social”. Dessa maneira, as diferenças genéticas entre homens e chimpanzés, que ninguém nega, podem ser descritas como 12 à 20 vezes a diferença genética entre grupos raciais.
Pequenas diferenças genéticas podem ter fortes consequências fenóticas porque os genes são ordenados em um modelo hierárquico. Alguns genes são “genes mestres”, e controlam a expressão de número dos outros genes, cada um deles pode ter grande controlo sobre alguns outros genes. Além disso, a expressão de cada gene é controlada por regiões chamadas “promotoras” (N. do T. “promoters”) e “realçadoras” (N. do T. “enhancers”), normalmente localizadas na frente da parte funcional do gene. Uma pequena mudança na região promotora do gene “X” pode alterar sua expressão. X pode controlar os genes A, B, C, D, E, F. O Gene A por sua vez pode controlar seu próprio conjunto de genes. Mesmo se todos os outros genes controlados por “X” forem idênticos entre dois grupos, uma diferença em “X” pode ser suficiente para produzir grandes diferenças entre os dois grupos.
Não é a quantidade de diferenças genéticas que é importante, mas a natureza das diferenças: que genes são diferentes, de que maneira eles diferem, e as consequências dessas diferenças. Espécies de cachorros são análogas a raças humanas. É possível que diferentes espécies sejam geneticamente mais parecidas do que diferentes raças humanas, mas não há dúvida que essas subtis variações resultem em significantes diferenças em aparência, inteligência e comportamento.
É importante considerar também que uma borboleta e a lagarta da qual ela se desenvolveu são 100% idênticas geneticamente! Os genes não mudam; as enormes diferenças entre lagartas e borboletas resultam do activamento de diferentes genes em épocas diferentes. Isso pode dar alguma pausa para pensar aos que acham que a diferença de 0,1% em dezenas de milhares de genes humanos “não fazem diferença”.
Esse é outro argumento muito popular que, mesmo verdadeiro, não significaria que raça não tem significado. A falha nesse argumento é a mesma do “argumento do 99,9%”, em que é tratado como mais importante a quantidade – “contagem de feijões” genética (N. do T. genetic "bean counting") – mais do que a importância das diferenças genéticas e suas consequências. De facto, há mais variação genética dentro de grupos do que entre grupos, mas se essa variação não influenciar a expressão de importantes genes, isso não terá grandes consequências. Há uma considerável variação genética entre irmãos e entre pais e filhos, mas isso não altera o facto que eles são mais intimamente relacionados uns ao outro do que a estranhos.
Novamente o Prof. Whitney demonstra o absurdo do argumento da “variação”. Ele aponta que podemos pegar o total da diversidade genética contida na população de Belfast e uma tropa de macacos e dar a isso um indicador de 100%. Surpreendente como isso possa parecer, a maior parte dessa diversidade será encontrada tanto na população de Belfast quanto na tropa de macacos. Há uma grande diversidade genética igualmente entre dois indivíduos que são muito similares entre si. Isso não significa, claro, que os Irlandeses são mais parecidos com macacos do que com seus vizinhos, ainda que essa é precisamente a maneira que os advogados do “raças-não-existem” usam o argumento quando aplicam ele aos humanos.
O Prof. Whitney explica que assim como no caso da diferenças genéticas entre homens e mulheres, “a questão significante sobre diferenças raciais não é a percentagem da diversidade total, mas como essa diversidade é distribuída entre as raças, que traços ela influencia, e como isso é modelado.” Pequenas diferenças genéticas podem traduzir-se em importantes diferenças físicas e comportamentais.
Esse é um modo científico de dizer que por existirem híbridos (populações racialmente ou etnicamente misturadas), não existem raças individuais. Esse é um surpreendentemente popular argumento, entretanto igualmente fácil de refutar. Ninguém pensa que a existência de populações híbridas de animais significa que esses animais não podem ser classificados em diferentes grupos. Isso é evidente. Seu cachorro pode ser uma mistura de pastor alemão e dinamarquês, mas isso não significa que não há pastores alemães ou dinamarqueses. A existência de cachorros híbridos significa somente que diferentes espécies de cães podem acasalar e produzir descendentes. Cães e lobos – diferentes espécies – podem acasalar e produzir descendentes, mas ainda será fácil distinguir um cão de um lobo.
Há certos lugares onde têm havido forte mistura e onde há raças miscigenadas – Ásia Central, América Latina, África do Norte. A existência de populações híbridas nessas áreas de forma alguma invalida a existência de outras populações que são mais diferenciadas geneticamente – na Europa, no Extremo Oriente, e na África sub-Saariana.
Esse argumento da “variação contínua” é tão ilógico que seria surpreendente alguém levá-lo a sério. A existência de misturas não invalida a existência dos componentes originais das misturas. O fato de o vermelho e o amarelo poderem se misturar para produzir laranja dificilmente significaria que vermelho e amarelo são ilusões ou não existem. Apesar da mistura racial estar longe de ser uma perfeita e contínua graduação, igualmente essas variações na natureza quando formam uma graduação podem ser classificadas em diferentes grupos. A contínua variação da frequência da luz no arco-íris, por exemplo, é facilmente agrupada em cores distintas que virtualmente todas as pessoas reconhecem.
Esse argumento é relacionado com o anterior, excepto que ele diz que somos todos híbridos, então não existem raças. Primeiro, nenhum cientista fala em raças “puras”. O que significa “pureza” racial, afinal? É verdade que certas populações são mais diferenciadas e distintas geneticamente do que outros grupos mais hibridizados. Se nós considerarmos ingleses, centro-asiáticos e coreanos, nós poderemos fazer a relativa declaração que coreanos e ingleses são mais geneticamente (e fenoticamente) distintos e diferenciados do que centro-asiáticos, que são em alguns aspectos intermediários entre leste-asiáticos e europeus.
Isso não implica que coreanos ou ingleses sejam “puros”, que presumivelmente significaria que eles poderiam todos traçar seus ancestrais em uma única população a um certo tempo. Os ingleses, por exemplo, são predominantemente uma população nórdica, composta de anglo-saxões, celtas, normandos/vikings, romanos e possivelmente primitivos mediterrâneos. Muitos grupos europeus são similarmente compostos de múltiplas linhagens relacionadas; se ter ancestrais de diferentes mas relativamente similares grupos europeus faz alguém ser “miscigenado”, então realmente nós somos todos miscigenados. Mas isso não invalida de forma alguma o conceito de raça, ou o fato de que várias populações “miscigenadas” são ainda geneticamente e fenoticamente distintas das outras e assim são raças separadas. Tanto geneticamente e fisicamente, ingleses claramente pertencem ao grupo europeu e coreanos ao grupo nordeste-asiático.
O argumento "somos todos miscigenados" falha de duas maneiras. Primeiro, as várias linhagens que acabaram por produzir muitos dos grupos étnicos de hoje eram relativamente similar umas as outras, então isso estende a definição da palavra para chamá-los “miscigenados”. Quanto diferentes são os anglo-saxões dos celtas? Similarmente, poderia uma pessoa de ancestrais ingleses e alemães ser considerada “miscigenada”? Francês-italiano? Nós chamamos os milhões de brancos americanos de linhagens européias misturadas “miscigenados”?
Segundo, misturas das relatadas linhagens podem estabilizar com o tempo, e formar um novo, único e separado grupo étnico, raça ou espécie. Esse é o caso de vários grupos étnicos europeus, formados pelas misturas das relatadas linhagens étnicas. Europeus podem existir por centenas – talvez milhares – de gerações sem produzir descendentes que parecem africanos ou asiáticos. O contrário é também verdadeiro. Mesmo as raças de hoje sendo o resultado de antigas misturas essas misturas são distintas e extremamente estáveis.
Isso simplesmente não é verdadeiro. Muitas diferenças consistentes entre grupos foram encontradas em inteligência, comportamento, tamanho do cérebro, resistência a doenças, taxas de nascimento de gémeos, velocidade de maturação, etc. O Prof. Arthur Jensen colectou provas irrefutáveis de diferenças raciais em média de inteligência. Em Raça, Evolução e Comportamento (N. do T. Race, Evolution and Behavior) o Prof. Philippe Rushton não só documentou o grande número de outras diferenças raciais mas mostrou o quanto elas se enquadram às várias estratégias de reprodução seguidas pelos diferentes grupos raciais. Algumas vezes o argumento “raças-não-existem” aparenta ser uma tentativa desesperada de derrubar o argumento sobre diferenças raciais que a esquerda claramente perdeu. Desde que os igualitaristas não tem nada a dizer face às montanhas de evidências de diferenças raciais, eles repentinamente mudaram seu foco e tentaram fingir que raça por si só não existe.
Mesmo o mais anti-racista dos médicos reconhece que doadores e receptores de transplantes tem que ser escolhidos não apenas em base de sua raça, mas também por sua etnia, porque transplantes inter-raciais são mais prováveis de serem rejeitados. Eles também sabem que pessoas de diferentes raças reagem diferentemente às mesmas drogas e sofrem de diferentes doenças. Dizer que essas diferenças são apenas “de pele” é completamente contra a realidade.
Esse é um curioso argumento porque houve claramente tempo suficiente para as diferenças físicas se desenvolverem. Pigmeus e noruegueses presumivelmente tiveram um ancestral comum, mas agora são tão diferentes entre si que um biólogo de outro planeta poderia pensar perfeitamente que se tratam de espécies diferentes. Esse argumento portanto é uma tentativa de negar diferenças em média de inteligência ou outras características mentais. Em Porque Raça Importa? (N. do T. Why Race Matters?) o Professor Michael Levin mostra que as diferenças de QI entre europeus e negros africanos tiveram tempo mais do que suficiente para se desenvolverem durante estimadas 4,400 gerações desde que os dois grupos se separaram do ancestral comum. De acordo com esse cálculo, teria sido necessária uma taxa de selecção por geração de 0.000106 contra genes recessivos, uma taxa de mudança genética muito pequena que é equivalente a uma mudança em 11 indivíduos por 100,000 por geração. Na natureza essa é uma taxa extremamente pequena de mudança evolucionária.
Aqui nós começamos a ver a motivação por trás de todos os “não existem coisas como raças” absurdos. Se pessoas de descendência europeia puderem ser convencidas que raça não existe, em particular que sua raça não existe, não haverá resistência à substituição de brancos pelas forças que actualmente trabalham na América, Europa e em outras partes. As pessoas não irão defender algo que elas estão convencidas que não é real.
Se – contra seus próprios instintos e a clara evidência de seus sentidos – brancos puderem ser condicionados a pensar que raça é uma ilusão eles não terão razão para se opor à integração de fronteiras, miscigenação, e massiva imigração não branca. Se brancos se misturarem e forem substituídos por pessoas que não são realmente diferente deles nada estará perdido.
A ironia, claro, é que quando falam em “acção afirmativa” – políticas que penalizam brancos – as mesmas pessoas que dizem que raça é uma construção social insistem que isso é uma base válida para tratamento preferencial. Pessoas que dizem que raças não são biológicas, não têm dificuldade em alegar que são “negros” ou “asiáticos” ou “índios americanos” quando há uma vantagem em fazer isso.
Na grande maioria dos casos não há a menor discordância sobre quem pertence a qual raça. Crianças podem distinguir raças com segurança pela idade de dois ou três. A natureza é económica e muitas vezes não dota suas criaturas com senso para distinguir coisa que não importam. Uma habilidade instintiva, adquirida com pouca idade, de quem é “nossa gente” e quem não é essencial para a sobrevivência do grupo. Qualquer tentativa de negar ou sobrepor essa habilidade é um ataque directo ao próprio grupo.
Desnecessário dizer, é somente para brancos que papagueiam noções absurdas sobre raça e que pretendem tornar a indiferença eu até a deslealdade à raça uma virtude. Não-brancos tem uma forte consciência de raça e sabem que isso é parte fundamental da identidade individual ou do grupo. Eles devem se divertir muito com os disparates potencialmente suicidas que eles ouvem brancos argumentando aos outros que eles acreditam.
Apesar da alegação de certos demagogos, europeus são uma realidade tanto cultural quanto biológica. Como todos grupos raciais e étnicos, eles têm o direito a preservar essa realidade e de resistir aos esforços para ofuscar a ciência numa tentativa de eliminar raças de facto, tanto quanto em denominação.
Após a vergonha que se passou ontem à noite no estádio D. Afonso Henriques, ainda ouvi um dirigente do Vitória de Guimarães afirmar que espera que não interditem o estádio, porque isso seria uma situação ainda mais complicada.
Pois eu acho que a interdição se impõe. Mas a interdição do futebol em Portugal, por tempo indeterminado. De mais a mais, futebol a sério é coisa que raramente se tem visto por cá.
Depois deste incidente e da inqualificável troca de palavras entre responsáveis do Sporting e do Porto, era mesmo bom que alguém tivesse as bolas no sítio para acabar com isto de vez.
Talvez ganhassem juízo.
«George W. Bush e Tony Blair foram nomeados para o Nobel da Paz, por terem feito a guerra contra Saddam Hussein. Os nomes dos líderes norte-americano e britânico foram avançados por um membro do Parlamento norueguês, segundo o qual a destituição do ex-Presidente iraquiano reduziu a ameaça de uma guerra com armas de destruição maciça.»
in SIC Online
Pelos vistos, o tal deputado norueguês é o único que ainda acredita na existência das tais armas...
A verdade, é que nunca uma nomeação para um prémio foi tão ironicamente justa quanto esta. Afinal, apesar de deixar toda a sua fortuna para promover a paz e os valores científicos e literários, Nobel foi o inventor da dinamite.
Paz à sua alma!
Pois é... Aqui o cidadão tem andado muito ocupado com afazeres profissionais e com pouco tempo para bloguices. Mas isso não é grave.
O que me chateia mesmo é que, há poucas horas, ao apertar os atacadores, senti uma pontada no fundo das costas, acompanhada de forte dor lombar e dificuldade em me aguentar nas pernas. Parece que é ciática ou coisa que o valha, algo para mim desconhecido, até agora.
A prova provada de que, independentemente do que fazemos ou deixamos de fazer, o tempo teima inexoravelmente em avançar e, pior ainda, em no-lo recordar a cada gesto insignificante que fazemos.
Envelhecer é, definitivamente, a única coisa que acontece a tudo e a todos ao mesmo tempo.