Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, 16-03-1935
in Seara Nova, n.º 526, de 11-09-1937
Por indicação do Rui, visitei o blog de publicidade, e lembrei-me (lembro-me várias vezes) dum anúncio que me marcou, e que considero o mais belo de todos os que vi até hoje.
Era um anúncio da France Telecom e passou há alguns anos nalguns canais internacionais. Na altura não havia cabo, e só se acedia a esses canais por parabólica.
Apesar de nada substituir a sua visualização, vou tentar descrevê-lo.
Começava com imagens alternadas de dois indivíduos de meia-idade a passear. Um, ocidental, caminhava demoradamente na margem de um lago, e olhava serenamente as águas que espelhavam um céu avermelhado, num lusco-fusco tranquilo. O outro, oriental, calcorreava a Grande Muralha da China, e contemplava a paisagem agreste, mas bela, que o rodeava, também envolta num crepúsculo repousante. Esta alternância de imagens era acompanhada por uma música calma e agradável.
De repente, o homem no lago senta-se na margem, pega no telemóvel e marca um número. O outro senta-se na berma da muralha e atende a chamada.
Enquanto o primeiro contempla o sol que desaparece por detrás das águas límpidas, pergunta:
- Já aí está?
- Sim. Está aqui. - responde o outro, enquanto o sol surge no horizonte.
Estou imensamente grato aos senhores Dallas Walter, Isidro Anderson, Sydney Shaver, Kasey Ransom e Eula Boucher, pelos simpáticos emails que me enviaram:
Diplomas from prestigious non-accredited universities based on your present knowledge and life experience.
Bachelors, masters, MBA, and doctorate (PhD) diplomas available in the field of your choice.
Obtain a prosperous future, money earning power, and the admiration of all.
No one is turned down.
Confidentiality assured.
No required tests, classes, books, or interviews.
CALL NOW to receive your diploma within days!!!
1-425-669-4485
Call 24 hours a day, 7 days a week, including Sundays and holidays.

YOU HAVE BREAST IMPLANTS!!!
what's YOUR deepest secret?
brought to you by Quizilla
O meu segredo mais recôndito é tão recôndito, tão recôndito (bonita palavra, não é?), que até a mim me surpreendeu.

Lisboa
Alguém diz com lentidão:
«Lisboa, sabes...»
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.
Eu sei. E tu, sabias?
Eugénio de Andrade, Coração do Dia, 1958
Na sua análise semanal na TVI, Marcelo começou a aconselhar discos. Será que, à semelhança dos livros, também os ouve em diagonal?
O texto seguinte foi-me enviado há mais de três anos por uma amiga de New Orleans, entretanto já falecida. Já não me lembrava dele, mas encontrei-o durante uma limpeza de ficheiros no meu computador. Revela bem como o passado distante pode condicionar o presente e o futuro, ou como das bestas pode depender o nosso dia-a-dia.
A medida padrão entre carris nos caminhos-de-ferro norte americanos tem o estranho valor de 4 pés e 8,5 polegadas (cerca de 1,44m).
Mas quem construiu essas velhas estradas? As primeiras estradas da Europa foram construídas pelo Império Romano para as suas legiões, e foram usadas desde então. As quadrigas romanas deixaram os primeiros sulcos, que todos seguiram posteriormente, para não destruírem as rodas das suas carruagens. E uma vez que as quadrigas eram construídas pelos romanos, eram todas iguais no que diz respeito ao espaço entre as rodas.E agora outro aspecto desta história.
Quando se vê um vaivém na plataforma de lançamento, há dois grandes foguetes, um de cada lado do depósito de combustível. Esses foguetes são fabricados pela Thiokol na sua fábrica no Utah. Os engenheiros que os desenharam preferiam que eles fossem mais largos, mas os foguetes tinham que ser transportados de comboio até ao local de lançamento.
Só que a linha passa por um túnel nas montanhas, e os foguetes tinham que caber nesse túnel. O túnel é ligeiramente mais largo que a linha e esta é aproximadamente da largura dos traseiros de dois cavalos.
Portanto, uma das características daquele que é considerado actualmente o mais moderno meio de transporte, foi determinada há mais de dois mil anos pela largura dos traseiros de duas bestas.
Descobri há uns dias, via Paulo Querido, que há casos em que a coluna dos links não aparece onde devia, mas sim no fundo da página. Não sei se tem a ver com os browsers utilizados, se com algum problema de código.
Para tentar esclarecer a situação, peço ajuda a todos os que me visitam. Gostaria que me deixassem nos comentários algumas informações simples, que me ajudarão (espero) a resolver o problema. A saber:
Muito obrigado.


Reparem bem nestes livros, todos edições estrangeiras. Têm todos uma coisa em comum, mas diferente de mais de 90% das edições portuguesas.


Comparem com os livros que têm em casa, e tentem descobrir o que é.
(continuação daqui)
A natureza é uma fonte inesgotável de números de Fibonacci. É possível encontrar estes números nas folhas dos ramos de uma planta. Se escolhermos uma determinada folha como ponto de partida e contarmos as folhas para cima ou para baixo, o número de folhas contadas será quase sempre um número de Fibonacci. Além disso, o número de voltas a dar em torno do ramo, apesar de variar de planta para planta, é também um número de Fibonacci.
Estas voltas são contadas no sentido dos ponteiros do relógio. Mas, apesar do número de voltas ser diferente no sentido inverso, é também um número de Fibonacci.

A botânica é, de facto, um filão de números de Fibonacci. As flores têm, geralmente, um número de Fibonacci de pétalas. Vejamos:








Estes números também podem ser vistos na organização das sementes na coroa das flores. Na cabeça do girassol (usado muitas vezes como exemplo, porque, devido ao seu tamanho, é fácil de analisar), as sementes formam espirais quer para a direita, quer para a esquerda.
Se contarmos ambas as espirais, teremos dois números consecutivos da série de Fibonacci. A maioria dos girassóis tem 34 e 55 espirais, mas já foram encontrados alguns de 13 e 21, 55 e 89, e de 89 e 144 espirais.
Reparem que o nautilus tem uma concha em forma de espiral e que também as sementes formam padrões em espiral. Esta espiral não é inocente. Também ela está relacionada com a sucessão de Fibonacci e com a razão de ouro. Mas isso será assunto para o próximo post.
Por agora, fiquem com uma coincidência. Olhem para as vossas mãos. O que vêem?
2 mãos, cada uma com 5 dedos, cada dedo com 3 falanges separadas por 2 nós.
(Continua aqui)

Este baralho de 54 cartas recorda as figuras públicas americanas que tocaram bem alto os tambores da guerra e mandaram os seus jovens para a morte em países estrangeiros, e que apesar de tudo se esforçaram ao máximo para escaparem ao serviço militar.
Custa $14.50 e pode ser comprado nesta loja, onde também se encontram outros artigos divertidos, e excelentes para oferecer no Natal.
As mãos
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967
O Ministério da Educação deveria chamar-se simplesmente Ministério do Ensino. Educar não é competência do Estado.
A educação aprende-se em casa, já dizia o meu avô.
No excelente O Bisturi, pode ler-se: «Os médicos que passaram atestados falsos em Guimarães para isentar os alunos da obrigatoriedade de realizar exames de acesso ao ensino superior foram condenados a uma multa pecuniária... de 50 euros. Bem mais terão cobrado pela "consulta". O crime compensa.»
Concordo plenamente. É mais uma vergonha para a "Justiça" e não só. Também para o "Ensino".
Lembro-me quando este caso aconteceu, há três anos, de ver os pais dos alunos, indignados, a defenderem os seus filhos e os médicos, contra a pérfida acusação de fraude. Afinal eram só umas baldas a uma prova global.
Se até se compreende que os alunos, na sua irreverência, sejam contra provas e exames, já não se percebe a atitude dos pais e dos médicos ao serem coniventes com essa atitude.
Parece que para muita gente, os exames são considerados uma espécie de bicho fascizante infiltrado na maçã da Democracia, resquícios dum poder autoritário que urge eliminar definitivamente.
Ora eu penso exactamente o contrário. Acho que os exames deviam ser mais. Muitos mais.
As provas e os exames escolares têm sido progressivamente abolidos ao longo dos últimos anos, numa política de facilitismo de que já se vêem os maus resultados, e que será de muito difícil correcção. Temos já uma geração de professores analfabetos a "ensinar" os nossos filhos.
Por isso, exijo, para bem deste país, que se façam exames. No ensino primário, no secundário, nas universidades...
Exijo ser tratado por médicos que fizeram todas as provas a que foram submetidos.
Exijo para os nossos filhos, professores que não se baldaram aos testes.
Exijo casas, estradas e pontes construídas por engenheiros que não passaram administrativamente.
Exijo juízes e advogados que não falharam um exame.
E exijo políticos com tomates para mudar isto tudo.
Temos todos direito a isso, porra.
A Liberdade

Foto por Fernando, 14 de Outubro de 1991
E o lado oposto

Foto por Fernando, 14 de Outubro de 1991
P.S. às 23h30m
Este post foi alterado. Após quase 24 horas só com a primeira fotografia, acrescentei-lhe a segunda. Só há meia-hora é que a encontrei. Cheguei a pensar que a tinha perdido.
Apesar de ter alterado substancialmente o post, a verdade é que era esta a ideia inicial.
Eu pertenço ao Senhor dos Anéis.
Como não diz que personagem sou, eu escolho.
Lord of the Rings!
What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla
Não deixa de ser extraordinário que nesta sociedade se incentive a concorrência entre empresas, a disputa entre colegas, a intriga entre parceiros - o espezinhamento do outro, enfim; enquanto simultaneamente se valoriza o trabalho em equipa, as sinergias, "a união faz a força", "duas cabeças pensam melhor que uma", etc.
É contraditório, ou escapa-me alguma coisa?
É preciso dizer: basta!
É preciso construir parapeitos e encher as varandas de floreiras e as janelas de vasos, e tornar este país mais belo.
Para que as flores não sirvam apenas para encher os cemitérios.
O repórter da TSF, Carlos Raleiras, foi libertado. Esteve mais de trinta horas preso e de olhos vendados.
Horas que, certamente, lhe pareceram anos. Até à hora da liberdade, toda a prisão é perpétua.
I've Loved These Days
Now we take our time... so nonchalant,
And spend our nights so bon vivant.
We dress our days in silken robes,
The money comes, the money goes...
We know it's all a passing phase.
We light our lamps for atmosphere,
And hang our hopes on chandeliers.
We're going wrong, we're gaining weight,
We're sleeping long and far too late.
And so it's time to change our ways...
But I've loved these days.
Now as we indulge in things refined,
We hide our hearts from harder times.
A string of pearls, a foreign car...
Oh, we can only go so far...
On caviar and Cabernet.
We drown our doubts in dry champagne,
And soothe our souls with fine cocaine.
I don't know why I even care...
We get so high and get nowhere.
We'll have to change our jaded ways...
But I've loved these days.
So before we end (and then begin)-
We'll drink a toast to how it's been...
A few more hours to be complete,
A few more nights on satin sheets,
A few more times that I can say...
I've loved these days.
Billy Joel, Turnstiles
Maio 1976
Sempre gostei de apelidos com tempos verbais. Acho-lhes graça. Dão a quem os tem, um ar de movimento, de acção. Vejam estes:
P.S. Se alguém se lembrar de mais nomes, diga.
Faz agora um ano que começou a tragédia do Prestige.
Faz agora um ano que começou a desenhar-se a última intervenção oficial de Nossa Senhora em Portugal.
Foi posta à venda uma colecção de 9 DVDs de um dos maiores génios da história do cinema, com a inevitável panóplia de extras: filmagens do seu arquivo pessoal, novos documentários, fotografias raras, etc.
Eu já comprei. Esperam-me horas e horas de puro deleite.
Gastámos um no outro a nossa pele
em carícias ardentes e suadas,
gemidos de prazer, línguas coladas
e bocas sequiosas de água-mel...
Teu corpo no meu corpo era um corcel
galopante... As palavras censuradas
não foram nessa hora amordaçadas
e o amor foi carnal nesse bordel.
Apesar do momento tão fugaz,
tudo o que havia para dizer, dissemos,
tudo o que havia para fazer, fizemos.
Não nos veremos mais, mas saberás,
como eu sei, sempre que olho para trás:
Tudo o que havia para viver, vivemos.
20 de Outubro de 2003
Os sete pecados sociais, segundo Gandhi:
A minha mãe é a mais velha de três irmãos. Quando tinha 10 anos, apenas com a 3ª classe (a 4ª completou-a já adulta), teve que sair do lugar onde vivia e ir servir para casa de um casal com algumas posses, que viriam a ser os meus padrinhos. Foi necessário para ajudar os irmãos mais novos e a minha avó, entretantanto separada do estouvado do meu avô. Devido às dificuldades por que passou, a minha mãe sempre deu muito valor à comida (a história da sardinha dividida por três era recorrente na minha infância).
A minha mãe sempre me obrigou a comer tudo o que havia no prato: «A comida não é para estragar! É muito cara para deitar fora!»
Talvez por isso, ainda hoje me custe ver sobrar comida. Sempre que deixo alguma coisa no prato, fico com o sentimento de culpa de quem está a desperdiçar um bem precioso.
Na escola secundária aprendi que havia três tipos de fome: a fome aguda (que sentimos quando passam umas horas sem nos alimentarmos, e que já todos experimentámos), a fome oculta (resultante da falta dos nutrientes básicos para o equilíbrio do organismo) e a fome crónica (aquela que só vemos no telejornal, a das crianças com barrigas de água dos países sub-desenvolvidos).
É justamente da fome crónica que quero falar. Porque é desta fome que falamos quando falamos da fome.
Provavelmente devido ao respeito pela comida na minha educação, de todas as misérias humanas, nenhuma me choca mais do que a fome. Suporto ver tudo: guerras, doenças, droga, tudo... Menos a fome.
Não consigo compreender um mundo metade consumista, frívolo e fútil, e metade triste, miserável e faminto.
Não consigo compreender (e ainda ninguém me conseguiu explicar) a coerência duma sociedade onde o excesso de produção alimentar dá direito a multas, e onde enterrar ou destruir alimentos é mais usual que a sua distribuição.
Não consigo compreender, e não há de certeza nenhuma teoria que me consiga convencer de alguma lógica por trás disto.
Podem falar-me de civilização, de democracia, de avanço tecnológico, das merdas que quiserem.
Mas eu sei que onde há fome, não há liberdade.
Serve este post para acabar de vez com a impaciência da Jacky, da Ana, da Gotinha, do Rui, do Zé Carlos, do Jorge Costa, do Nuno e de todos os que não reponderam mas passaram por aqui e ficaram intrigados.
O poeta é Álvaro de Campos e o blogue é (o vento lá fora).
Eis o poema que decifra o enigma:
óóóó---óóóóóó óóó---óóóóóóó óóóóóóóó
(O vento lá fora.)
Álvaro de Campos, 15-1-1928
No famoso jantar do Bando do Agasalho, prometi ao Rui escrever sobre a relação entre a matemática e as outras ciências, as artes e a natureza.
Este é o primeiro post duma série que pretendo publicar com alguma (ir)regularidade, e que espero desperte alguma curiosidade entre todos os que acham a matemática e os números um bicho de sete cabeças sem interesse nenhum.
O sistema de numeração indo-árabe foi introduzido na Europa basicamente por publicações de livros que demonstravam as vantagens em relação aos sistemas anteriores. O mais influente desses livros foi Liber Abaci (Livro sobre o cálculo) escrito em 1202 por um matemático italiano, Leonardo de Pisa, que ficou conhecido por Fibonacci (filho de Bonacci).Quantos casais de coelhos podem ser produzidos a partir de um único casal durante um ano, se cada casal originar um casal em cada mês, o qual se torne fértil a partir do segundo mês?
Subentende-se que não há mortes durante esse ano e que cada casal é um macho e uma fêmea.
A resposta é dada pela sucessão numérica: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144.
Ora, verifica-se que, exceptuando os dois primeiros, cada número resulta da soma dos dois anteriores. Podemos definir esta lista como uma sucessão infinita de números (esqueçamos os coelhos a partir de agora), na qual o termo de ordem n, a que chamamos Fn, não é mais do que a soma dos dois termos precedentes Fn-1 e Fn-2.
Um aspecto interessante desta sucessão, tem a ver com o facto de os números mais pequenos aparecerem espalhados pela natureza. Plantas, insectos, flores, são fontes inesgotáveis de números de Fibonacci. Esta particularidade será focada mais tarde.
Voltando à questão puramente matemática. Os números de Fibonacci crescem muito rapidamente.
Por exemplo, F25 = 70 025, F30 = 832 040 e F100 = 354 224 848 179 261 915 075.
Mas, à medida que vão crescendo, vai-se formando um padrão inesperadamente simples. Para percebermos esse padrão, vamos dividir cada número de Fibonacci pelo número seguinte.
1/1 = 1
1/2 = 0,5
2/3 = 0,666 666
3/5 = 0,6
5/8 = 0,625
8/13 = 0,615 385
13/21 = 0,619 048
21/34 = 0,617 647
34/55 = 0,618 182
55/89 = 0,617 978
89/144 = 0,618 056
144/233 = 0,618 026
.............................
Nota-se que, à medida que aumentam os números de Fibonacci, a razão entre eles tende a variar cada vez menos. De facto, estas razões de Fibonacci convergem para o número (√5-1)/2 = 0,618 033 988 749 894 848 204 586 834 366 (a minha calculadora não dá mais casas decimais).
A este número irracional (que não pode ser expresso como uma razão de dois números inteiros) chama-se razão de ouro e parece ser a base matemática de tudo, desde a arquitectura à fotografia, passando pela pintura, pela música, etc.
(Continua aqui)
Nas minhas deambulações pela Internet, tenho encontrado várias vezes páginas de indivíduos que defendem a intervenção extraterrestre nos mais variados acontecimentos da história da Terra.
De cada vez que leio estas pérolas, não posso deixar de recordar um texto fabuloso do matemático e físico Malcom Lines, que tão bem nos elucida sobre essas extraordinárias conjecturas:
«Finalmente, antes de pôr termo ao capítulo, talvez fosse conveniente referir a má utilização mais sensasionalista da estatística, por vezes conhecida como o fenómeno da mensagem escondida. Regra geral, trata-se de algo do género: numa dada estrutura ancestral, os extraterrestres deixaram, para nós ou para as gerações futuras, uma mensagem secreta que está à espera que a decifremos. A pirâmide de Gizé tem sido utilizada como o lugar favorito para procurar "mensagens" desse tipo.
A ideia é medir todos os comprimentos e ângulos que puderem ser encontrados, correlacionando-os depois com números mais dignos de nota, como pi, ou o diâmetro da Terra, ou a distância da Terra à Lua (ou até ao Sol ou às estrelas - não é particularmente importante) medida nas unidades mais convenientes. Deslocar a vírgula decimal, como é evidente, é sempre permitido, visto que isso não só nos permite apreciar melhor a inescrutável natureza dos extraterrestres, mas também nos garante uma melhor oportunidade de produzir "coincidências" espantosas a partir de acontecimentos puramente casuais.
Depois de essa coincidência ser descoberta, o raciocínio será algo do género: "A razão entre a altura desta coluna e o comprimento da diagonal desta sala é quase exactamente a raíz quadrada de pi. Os egípcios do tempo da construção da pirâmide não podiam ter conhecimento do valor de pi com uma precisão tão grande. De onde poderão ter tirado essa informação?" E lá vem a implicação extraterrestre.
Segue-se o sensacionalismo por parte de uma imprensa ansiosa que não necessita de muito encorajamento.
O segredo do sucesso nesta má utilização da estatística está em gerar um verdadeiro manancial de números "significativos". É possível gerar milhares deles, bastando para isso olhar para o sistema solar; dimensões planetárias, massas, densidades e todas as razões possíveis entre elas. Mistura-se uma multiplicação casual por pi ou uma das suas raízes ou potências mais simples e está pronto a servir. Visto que as regras do jogo da mensagem escondida permitem brincar com a vírgula decimal (ao fim e ao cabo, encontrar algo 100 vezes maior ou menor do que um número significativo particular é tão impressionante como descobrir algo exactamente igual ao próprio número), obter uma coincidência realmente admirável mesmo entre as dimensões da própria casa do leitor é uma brincadeira de crianças. Isso não quer dizer que a imprensa se deixasse facilmente convencer de que existe um envolvimento extraterrestre na construção da sua casa. O segredo final (de uma perspectiva publicitária) consiste em ir à procura de um monumento antigo adequado. Quanto mais antigo for, mais impressionante se tornará. Boa sorte!
O motivo pelo qual essas coincidências numéricas convencem tantas vezes um leigo da existência de uma presença sobrenatural é o facto de a lista completa dos milhares de "números significativos" nunca ser revelada, como é óbvio. A atenção é centrada naquela única coincidência descoberta, como se tratasse virtualmente da única candidata disponível. As possibilidades são infinitas. Se, por exemplo, o leitor dividir a altura da Torre Sears, em Chicago (que é o edifício mais alto do mundo), pela altura do edifício Woolworth, em Nova Iorque (que também era o edifício mais alto do mundo quando acabou de ser construído, em 1913), obtém como resultado 1,836. Esse valor é exactamente um milésimo daquele que obteria se dividisse a massa do protão pela massa do electrão. Pense nisso!»
in Pense num número (1990)
Fui no sábado à noite ao Millenium Alvaláxia ver o filme Matrix Revolutions.
O Alvaláxia é assim a modos que uma taveirada típica: muita cor berrante, muita forma esquisita, muita barreira arquitectónica...
A respeito de Matrix, só não adormeci durante o filme, porque a potência sonora inerente à parafernália de efeitos especiais não deixou. É extraordinário como conseguiram dar cabo dum argumento inicial interessante, e transformar a história numa xaropada chata e comprida. Já o filme anterior tinha sido uma desilusão, valendo apenas por duas ou três sequências de efeitos interessantes, o que neste nem sequer acontece.
Momentos marcantes duma noite perdida:
- Uma partida electrónica de Mahjong numa máquina que, no fim do jogo, me informou num português do século XXI: «Resolveste o novo segredo de Shangai e irás-te juntar aos mestres do jogo».
- Uma avaria nas escadas rolantes, responsável pelo meu pensamento do dia: «Escadas rolantes paradas têm o dobro da funcionalidade».
Final triste, e infelizmente já previsível, para este caso. A bebé faleceu ontem no Hospital Pediátrico de Coimbra.
Esclareça-se que mãe e filha foram atropeladas por Vitor Oliveira, agricultor de 62 anos, residente em Cacia.
Ah, já me ia esquecendo. Este senhor conduzia com uma taxa de alcoolemia de 1,47 gr/l.
Depois de visitar o divertido blogue da Inês, deu-me para isto:
Representa um Poeta e um Blogue.


No Japão, oito províncias autorizaram o início da caça a 20.000 golfinhos. Esta actividade não se encontra regulamentada por nenhuma organização internacional, ao contrário do que acontece com a caça às baleias.
 
O método utilizado é ferir os animais com arpões e deixá-los na água a sangrar, agonizando durante mais de 10 minutos num mar de sangue.
Há mesmo filhos da puta em todo o lado.
Acabei de ler na Visão: «...nos últimos dias, o Sol tem estado a largar doses imensas de energia geomagnética que, à velocidade de 7,5 milhões de quilómetros por hora, atingem a Terra cerca de 55 minutos depois, interferindo com os aparelhos eléctricos, telecomunicações e, quem sabe, com o humor das pessoas.»
Está então explicado o "fenómeno sobrenatural" nas filmagens da telenovela da TVI em Montemor-o-Velho. A Patrícia Tavares e companhia levaram nas ventas com uma tempestade geomagnética a 7,5 milhões de quilómetros por hora.
Parece que ela ficou com voz de homem e vomitou. É surpreendente que não se tenha cagado toda também.
A respeito do que escreveu esta querida amiga, apetece-me deixar aqui a minha visão sobre o assunto. Para mim, o conceito de arrumado é absolutamente relativo (isto é uma antítese? hoje estou inspirado).
Numa tentativa de ir mais longe, consultei o dicionário, e deparei-me com a seguinte definição:
Arrumar
v. tr.
Temos, portanto, vários significados que podem ser divididos em três grandes categorias: a masculina, a feminina e a mista. A saber:
Masculina: atirar, arremessar.
Feminina: guardar, arrecadar.
Mista: dispor convenientemente, pôr em ordem, colocar no lugar.
Ora, é justamente nesta última categoria que há mais dificuldade de entendimento entre os dois géneros. O que é afinal, dispor convenientemente, pôr em ordem ou colocar no lugar?
Uma vez que, ao longo da vida me tenho deparado várias (demasiadas) vezes com esta situação – o que, penso, faz de mim um especialista na matéria - permito-me substituir estas definições por outras duas, atribuíveis às duas primeiras categorias:
Masculina: saber onde está.
Feminina: esconder.
Este quadro do austríaco Gustav Klimt (1862-1918), Landhaus am Attersee, pintado em 1914, foi vendido nesta quarta-feira num leilão da Sotheby's de Nova Iorque por 29.128.000 dólares (cerca de 25.500.000 euros / 5.100.000 contos).

Dizia-me um amigo a respeito disto:
- Eh pá. Há gajos que são mesmo malucos. Se eu tivesse 5 milhões de contos, não os gastava num quadro.
- Nem eu - respondi - mas se tivesse 500 milhões, já gastava.
Para os que gostam de fado, e para os que julgam que não gostam (se calhar, especialmente para estes) uma sugestão que uma amiga me fez chegar via e-mail.
Dia 19 de Novembro 2003, às 22 horas, no Café-Teatro Santiago Alquimista, Rua de Santiago 19 (ao Miradouro de St.ª Luzia) em Lisboa, terá lugar o espectáculo:
O fado explicado e cantado
Neste espectáculo, explicam-se e cantam-se exemplos dos vários estilos, modos de interpretar, temas e evolução do fado de Lisboa, nos seus diversos aspectos: tradicional, musicado, de revista, fado-marcha, etc.
Vozes: Teresa Machado, Daniel Gouveia, António Queirós.
Músicos: Filipe Rebelo (guitarra) e António Queirós (viola).
A entrada é só 5 euros. Apareçam.
Do álbum de Carlos do Carmo com o mesmo nome, editado em 1977.
Provavelmente, o melhor disco de música portuguesa da década de 70, e seguramente, um dos dez melhores de sempre.
Agarro a madrugada
como se fosse uma criança
uma roseira entrelaçada
uma videira de esperança
Tal qual o corpo da cidade
que manhã cedo ensaia a dança
de quem por força da vontade
de trabalhar nunca se cansa.
Vou pela rua desta lua
que no meu Tejo acende o cio
vou por Lisboa maré nua
que desagua no Rossio.
Eu sou um homem na cidade
que manhã cedo acorda e canta
e por amar a liberdade
com a cidade se levanta.
Vou pela estrada deslumbrada
da lua cheia de Lisboa
até que a lua apaixonada
cresça na vela da canoa.
Sou a gaivota que derrota
todo o mau tempo no mar alto
eu sou o homem que transporta
a maré povo em sobressalto.
E quando agarro a madrugada
colho a manhã como uma flor
à beira mágoa desfolhada
um malmequer azul na cor.
O malmequer da liberdade
que bem me quer como ninguém
o malmequer desta cidade
que me quer bem que me quer bem!
Nas minhas mãos a madrugada
abriu a flor de Abril também
a flor sem medo perfumada
com o aroma que o mar tem
flor de Lisboa bem amada
que mal me quis que me quer bem!
Poema de Ary dos Santos
Música de José Luís Tinoco
António Mega Ferreira, na Visão de quinta-feira passada, reflecte sobre o recuo da língua francesa em Portugal.
A dada altura do artigo, AMF escreve: «...é hoje praticamente impossível encontrar [em Portugal] alguém com menos de 30 anos que escreva, fale ou, ao menos, leia habitualmente em francês.»
É verdade. Eu tenho quase 40, e considero-me da geração "anglofonizada". Apesar de gostar bastante da sonoridade da língua, raramente vejo programas franceses, filmes franceses, etc.
Apenas musicalmente sofri grande influência da música ligeira francesa. Música essa que, aparentemente, também morreu. Até a avaliar pelo que passa diariamente no canal MCM da televisão por cabo, a música francesa consumida actualmente, chega a ser mais anglófona que a que passa no MTV.
A propósito de música francesa, recordo um episódio passado há uma ou duas semanas, no concurso "Quem quer ser milionário" e que confirma o declínio da cultura francesa em Portugal. Perguntava-se quem tinha sido o criador de "Je t'aime, moi non plus". Entre as opções Charles Aznavour, Léo Ferré, Serge Gainsbourg e Jacques Brassens, o concorrente afirmava - corroborado pelo apresentador Jorge Gabriel - que o único nome que lhe dizia alguma coisa era o de Jacques Brassens. Curiosamente, o único inventado da lista (híbrido de Jacques Brel e George Brassens).
Mas voltando ao artigo de AMF. Sendo a veracidade da sua afirmação inquestionável, não é menos verdade que, se substituirmos francês por português, a afirmação continua verdadeira.
Ontem, ao reler um excelente comentário a um post meu, já com uns dias, em que eu referia o episódio do cerco dos funcionários da Orquestra Metropolitana de Lisboa, ao Maestro Miguel Graça Moura; lembrei-me dum episódio que revela bem a total imbecilidade de quem tem (des)governado nos últimos anos, os destinos da Cultura neste país.
Passou-se num dos governos de Cavaco Silva. Era Secretário de Estado da Cultura, Pedro Santana Lopes (foi mais ou menos na altura dos concertos para violino de Chopin), e sua Sub-Secretária de Estado, Maria José Nogueira Pinto. Esta senhora marcou uma reunião com os músicos do S. Carlos, para lhes dar a conhecer a decisão da Secretaria de Estado em extinguir a respectiva orquestra. Os músicos, estupefactos, perguntaram-lhe então o que seria da vida deles. Ao que a senhora respondeu:
- Então não são músicos? Podem sempre ir tocar a uns casamentos e assim.
Ainda hoje estou para saber como foi possível a Zezinha não ter saído do S. Carlos, com uma tuba enfiada pela mona abaixo. A única explicação é o tubista ter faltado à reunião.
Este foi o comentário que me fez recordar esta história:
«Infelizmente temos assistido, desde há alguns meses, a esta triste novela que retrata tão bem a vida cultural no nosso país.
Os funcionários revoltaram-se.
Acreditem, consigo compreender muito bem todas as suas razões.
Não compreendo é as razões dos patrocinadores ao retirarem subsídios assim, sem mais nem menos, alegando fraudes que não foram provadas. Menos compreendo ainda quando um desses patrocinadores é a Câmara Municipal de Lisboa (CML).
Isto faz-me lembrar outro episódio há alguns anos passado na pacata cidade de Santarém. A vereadora da cultura resolveu retirar um subsídio à Escola de Música devido a birrinhas pessoais. A justificação dada óbviamente não foi esta, mas igualmente interessante: O subsídio tinha que acabar porque o dinheiro era necessário para ajudar a pagar a recolha de lixo na cidade...!!! Neste país é assim "cultura=lixo".
Em relação à CML (de cor partidária diferente da do episódio citado) argumentem o que quiserem mas, lembrando o trajecto do sr. Santana Lopes, podemos recordar o seu empenhamento em todas as coisas em que se envolveu. Pode até ter sido muito (não duvido), mas nunca chegou ao fim em coisa nenhuma. NUNCA! Em relação à cultura também já deu para perceber o seu nível. A proeza de apreciar concertos para violino de Chopin e endereçar agradecimentos, por ofertas de livros, a um escritor já falecido, são uma exclusividade sua.
Há quem não deixe passar em branco estas asneiras. Miguel Graça Moura foi um deles...e esta foi a oportunidade do sr. presidente da CML para ajustar contas.
O maestro ganha balúrdios?... Mas o seu projecto deu frutos que beneficiaram indiscutivelmente a cultura no país, sobretudo na região de Lisboa, independentemente de tudo.
Foi muito feio o cancelamento do concerto de encerramento do Festival Internacional de Órgão, na Sé de Lisboa, que teve o empenho de muitas pessoas durante meses.
Quem está no poleiro devia ter muito respeito pelo dinheiro de todos nós. Pôr e dispôr dele ao sabor de birrinhas pessoais é muito feio.
O país é que tem perdido com toda esta palhaçada (com todo o respeito pela actividade de palhaço).»
Acabei agora mesmo de copiar os comentários do blogspot para aqui. Fui fazendo copy/paste dum lado para o outro. Como não posso alterar a data e hora de cada comentário, optei por incluir como parte dos mesmos, a data e hora a que foram criados originalmente.
Qual não é o meu espanto, quando descobri que não conseguia gravar um dos comentários. Aparecia sempre a seguinte mensagem (tal e qual, com o bold e tudo):
Ai o caralho!
Por favor, corrija o erro no formulário abaixo e pressione o botão de Afixar.
Analisei o comentário, que ainda era longo, e descobri que o mesmo continha a expressão «filho da puta». Não será por isto, pensei. Mas deixa cá mudar. Mudei para «filho da pata» e consegui gravar o comentário. Depois alterei no editor e pronto.
Fui logo fazer o teste. Tentei deixar um comentário num dos meus posts, com algumas das obscenidades mais comuns. Népia... Não aceitava. Voltava a espetar-me (salvo seja!) com a mesma mensagem.
Quer isto dizer que o sistema de comentários que acompanha os blogues aqui alojados, é dotado do mais hilariante esquema de censura que vi até hoje. Atira-nos à cara (novamente, salvo seja!) justamente aquilo que é suposto não ser permitido escrever.
Experimentem. Tentem deixar umas caralhadas nos comentários e vejam o que acontece.
Foi de facto extraordinário o jantar de ontem. Poucos, mas bons.
Segundos depois de nos apresentarmos, falávamos como se nos conhecêssemos há uma porrada de anos. E se calhar...
Se os olhos são o espelho da alma, será o que escrevemos a radiografia da personalidade? Ou a ressonância magnética? (Prefiro esta última. Houve qualquer coisa de magnético ontem).
Cada um dos meus novos amigos é - à sua maneira, claro - espectacular.
P.S. Tenho muita pena que uma pessoa em particular, não tenha vivido connosco esta noite mágica. Ela bem merecia.
Mesmo não tendo um tostão,
De amigos não abdico.
Ter amigos é ser rico,
Diz o povo e com razão.
Foi a Costa do Castelo,
Que vela a minha cidade,
Que tornou realidade,
Este encontro tão singelo,
Que aqui a todos revelo:
Veio um companheirão,
Empenhado até mais não.
Que apesar do mar revolto,
Diz e bem, Eu Vou Mas Volto,
Mesmo não tendo um tostão.
A Naundinha também veio.
Rotice Memorial
Do Convento ancestral,
Um ou outro galanteio
Com caralhadas pelo meio,
Também houve mexerico,
E conversas de penico
Em delírios pipianos.
Eu sou como a Ana Anes,
De amigos não abdico.
A golpes d’O Bisturi
Lá cortámos na casaca
De muita gente velhaca
Que conhecemos para aí.
Não ficámos por aqui.
Pico pico saranico,
Ninguém nos calava o bico.
E o palhaço agasalhado?
O nabo e o abichanado?
Ter amigos é ser rico.
Foi muito animado sim,
Com grande camaradagem.
Princípio duma viagem
Que espero não tenha fim.
E não falo só por mim...
Já é vosso o coração
Deste humilde Cidadão
Do Mundo. Viva a Amizade.
Viva a Solidariedade.
Diz o povo e com razão.
Recebi um email duma empresa da África do Sul, a informar-me que tinha ganho a lotaria daquele país. O prémio é de 15.000.000 de rands (cerca de 1.900.000 €uros / 380 mil contos).
Sou mesmo um gajo com sorte. Já é a terceira vez que ganho esta lotaria este ano. E, mais extraordinário ainda, sem nunca ter jogado.
Eis a prova:
SUNCOASTLOTTO.ORG,
BATTERY BEACH ROAD,
DURBAN, KWAZULU NATAL,SOUTH AFRICA
CONGRATULATIONS!
FROM: PROMOTIONS MANAGER,
INTERNATIONAL PROMOTIONS/PRIZE AWARD DEPARTMENT,
REF: ZAR/900982/2003
BATCH: 08/11810/ZIE
ATTENTION:
RE/ AWARD NOTIFICATION; FINAL NOTICE
We wish to inform you of the lottery draws held on 25th OCTOBER 2003 to declare the winners of the SUNCOASTLOTTO/ INTERNATIONAL PROMOTIONS.
Your company, attached to ticket number 212-4725-20754-440, with serial number 412-01 drew the lucky numbers 26-29-4-19-16-25, and consequently won the lottery.
You have therefore been approved for a lump sum pay out of ZAR15,000,000.00 in cash credited to file REF NO: ZAR/900982/2003. This is from total prize money of ZAR120,000,000.00 shared among the seventeen international winners in this category. All participants were selected through a computer ballot system drawn from 17,000 names from Australia, New Zealand, America, Europe and Middle East and Asia as part our International Promotions Program, which is conducted monthly.
CONGRATULATIONS!
Your fund is now available for claim. Due to the mix up of some numbers and names, we ask that you keep this award strictly from public notice until your claim has been processed and your money remitted to your account. This is part of our security protocol to avoid double claiming or unscrupulous acts by participants of this promotion.
We hope with a part of you prize, you will participate in our end of year high stakes ZAR100,000,000 Million International Lottery.
To begin your claim, please contact your claim agent;
CLAIMS DEPARTMENT,
FOREIGN SERVICE MANAGER,
SUNCOASTLOTTO.ORG,
JOHANNESBURG
TEL: +27-82-7198810
EMAIL: contact@suncoastlotto.org
For due processing and remittance of your prize money to a designated account of your choice. Remember, all prize money must be claimed not later than Two Weeks after notice. After this date, all funds will be returned as unclaimed.
NOTE: In order to avoid unnecessary delays and complications, please remember to quote your reference and batch numbers in every one of your correspondences with your agent. Furthermore, should there be any change of your address, do inform your claims agent as soon as possible.
Congratulations again from all our staff and thank you for being part of our promotions program.
Sincerely,
RITA NKOSI
THE PROMOTIONS MANAGER,
EMAIL: contact@suncoastlotto.org
GAUTENG SWEEPSTAKES LOTTERY
***"YOUR CHANCE TO WIN BIG" ***