O ivan escreveu: «Se venderem os filmes todos dos Coen num pack só, compro.»
Também eu. Nem penso uma vez.
Nunca percebi porque é que ninguém se lembrou de aproveitar o impacto mediático inicial do Big Brother, para reeditar o 1984.
O 24 Horas noticiava hoje na primeira página: «O Big Brother morreu».
Do pouco que vi do programa até agora, e que se resume a escassos minutos - zapping para cima, zapping para baixo - a única palavra que me ocorre para o descrever é: Patético.
Invariavelmente, vejo um grupo de jovens com conversas tontas sobre assuntos tontos; ou em festas absolutamente parvas, regadas com muitos litros de álcool. "Vamos lá a ver se o pessoal com uns copitos a mais, é que vai pôr mesmo tudo a nu", tem sido, nitidamente, a estratégia da produção.
Em 2000, por ocasião da exibição do primeiro BB, lembro-me que um amigo meu, Paulo Massadas - um cidadão do mundo nascido no Brasil, e na altura a viver em Los Angeles onde, de resto, ainda vive - definiu de forma exemplar o programa. Por razões profissionais, o Paulo encontrava-se em Portugal e viu "aquilo". Perguntou o que era e foi-lhe explicado. Observou atentamente o programa durante algum tempo, e concluiu:
- Cara, isto é o nada. Conseguiram fazer um programa sobre o nada.
Pois é, Paulo. Mal sonhávamos na altura, que afinal, o nada ainda podia ser mais vazio.
Há uma "coincidência musical" que me tem atormentado ultimamente.
Este tema já todos conhecem.
Este é bem provável que não conheçam.
O Tema 2 chama-se «Nóis (sic) Pimba» e é interpretado por uma banda chamada Capital do Sol. Os autores, segundo o que está no CD, são Zé Carlos e Fernando Monterrey.
Das duas três, ou algum destes nomes é um pseudónimo de Emanuel (que já é de si também um pseudónimo de Américo Monteiro), ou há plágio (ou melhor, cópia descarada). Ou então, algo me escapa.
Se puderem esclareçam-me. Gostava de saber quem é que anda a mamar à conta, nesta história.
Fui a uma discoteca com o propósito de comprar o mais recente disco da Dulce Pontes, com composições de Ennio Morricone, que também orquestrou e dirigiu a orquestra. Diga-se em abono da verdade, que fui mais pelo Morricone do que pela Dulce, mas isso agora não interessa nada.
Olho para o disco... 20€... Porra, 4 contos?... Está visto que não comprei. Até aqui o preço é mais baixo, mesmo sendo importado.
Mas levanto, a propósito, uma série de interrogações:
Estou mesmo a ver que, ou arranjo um amigo vaidoso para me copiar o disco, ou espero pelo Natal. Entretanto, vou ouvindo aqui o belíssimo tema de abertura, "Cinema Paradiso".
Depois admiram-se que haja pirataria.
Até apetece plagiar o Crítico:

E eu?...
O que é que ando aqui a fazer?
A Olivença, a achada (*)
Dois séculos depois daquela guerra,
Em que as coroas francesa e castelhana
Romperam a fronteira lusitana,
Anexando Olivença, humilde terra;
Resiste ainda um grupo que alto berra:
«Olivença é nossa! É alentejana...
Está separada pelo Guadiana,
Mas seu coração Portugal encerra.»
Será por teimosia ou estupidez,
Será por distracção ou por doença,
Que querem ver o tempo andar para trás?
Acabem com essas merdas duma vez!
Amigo que é amigo de Olivença,
Deixa viver aquele povo em paz.
(*) Título inspirado em «A Olivença, a perdida», soneto de António Sardinha, in Epopeia da Planície; que pode ser lido aqui.
Transferi para esta casa todos os posts com a data e hora a que foram publicados na outra casa.
Vou tentar transferir também os comentários. Vamos lá a ver se é possível...
Fartei-me de escrever num sistema que desconhece acentos e cedilhas, entre outros problemas. Por isso, a partir de hoje, o Cidadão do Mundo muda de casa.
Passa a morar aqui.
Enquanto vinha do trabalho, há cerca de meia hora, ouvi na TSF o tema Believe da Cher.
Às duas e um quarto da madrugada... A Cher... Believe... Na TSF...
ESTÁ TUDO MALUCO OU QUÊ?
Deixei de fumar há um mês. Não ingressei, no entanto, no clube dos anti-tabagistas radicais.
Não posso, porém, deixar passar em claro aquilo a que assisti num programa apresentado pela Bárbara Guimarães na SIC Notícias, chamado «Oriente».
Nesse programa, os entrevistados eram Fernando Lopes e Rogério Samora.
Durante uma hora de programa, estes dois "senhores" fumaram, no total, para aí um maço de cigarros. Não digo que não o devessem ter feito por ser um programa televisivo. Afinal - deixemo-nos de hipocrisias - todos os dias vemos fumar na televisão (em filmes, novelas, etc.)
Mas acontece que a "nossa" Bárbara está grávida, e isto assim já se torna uma questão de civismo e de bom-senso.
A gravidez foi, aliás, referida por Rogério Samora no final do programa, mas minimizado o facto de terem fumado «por a janela estar aberta».
Personalidades da cultura sem cultura nenhuma.
Conversa ao telemóvel.
- É capaz de ser boa ideia. Os putos vão gostar.
- Claro. Eles adoram festas. E nós também nos divertimos, não é?
- Hum. Só que eu não sei se posso. Tenho uma reunião importante amanhã à tarde... Com o Carlos.
- Convida-o também. Vamos buscar os miúdos ao fim da tarde a Belém, como de costume, só que depois levamo-los para a casa do Hugo. Sempre tem mais espaço.
- E achas que eles não desconfiam?
- Qual quê? Está tudo combinado. Até já falei com o Diniz.
- E ele? Concordou?
- Claro. Até me disse que ia convidar o Paulo e o Jorge.
- OK, está bem. Nesse caso, o melhor é pedir a carrinha ao Silvino, para os putos caberem todos.
(...zztchhhpt...tiii...ppff...tec tec...)
- Eh pá. Que raio de ruído é este na linha?
- Não sei. Se calhar estamos a ser escutados. Ah, ah...
- Eh, eh... És cá um brincalhão.
(...tik...tzzz...ptttt...)
- Esta porcaria dos telemóveis, pá. Sempre com interferências. Pronto. Está combinado. Até amanhã.
No dia seguinte.
- Tou? Eduardo? É o António.
- Olá António, estás bom? Diz!?
- Eh pá. Não posso ir à festa de anos do teu puto. Tou aqui a prestar declarações no DIAP, e não sei quando é que me despacho. Se é que me despacho. A coisa está feia.
- Qual coisa? No DIAP? Não percebo. Troca lá isso por miúdos...
- Ó pá... O melhor é estares calado.
Agora que parece que já acalmou um pouco a questão das escutas aos dirigentes do PS, já posso comentar descansamente o assunto.
Não percebo o que chocou algumas pessoas na frase de Ferro Rodrigues.
Terá sido a desconsideração demonstrada pelo segredo de justiça? Não me parece.
Do Procurador-Geral aos juízes e seus auxiliares, dos jornalistas aos advogados, dos arguidos à polícia, ninguém parece conhecer a existência de tão sinistra figura jurídica. Porque haviam os políticos de respeitar, o que afinal não existe?
Terá sido o uso do vernáculo? Também não me parece.
Afinal, qual é o crime de um cidadão utilizar a linguagem que lhe apetecer quando está ao telemóvel com os amigos?
Ou acham que Durão Barroso nunca disse para os amigos íntimos: "O Ferro Rodrigues? Estou-me a cagar para o gajo." ou qualquer coisa do género?
Ainda não repararam que andam todos a cagar-se uns para os outros e para tudo?
Não sentem o cheiro no ar?

  «Durão gosta de Portas tanto como eu.»
  «O eleitorado do PP é o do Deus, Pátria e Família.»
  «Acho exagerado e inestético chamar tumor a Portas. Até porque há tumores benignos...»
  «Vou votar no PSD. Se ao lado, no boletim de voto, aparecer o PP, risco.»
Este senhor é Miguel Veiga, um histórico social-democrata. Deu esta semana uma entrevista à revista Visão, donde extraí as frases anteriores.
É claro que estas frases podiam perfeitamente ter sido proferidas por outras personalidades do PSD. Desde Pacheco Pereira a Marcelo, de Leonor Beleza a Miguel Cadilhe, de Braga de Macedo a Cavaco Silva, passando por uma série de deputados e ministros do actual Governo.
Para usar uma expressão comum em bases de dados, Paulo Portas representa uma relação de um para muitos: Só gosta dele próprio, apesar de haver quem ainda goste dele.
Claro que só gosta dele, quem ainda não o topou (à excepção da mãe, claro).
Eu tirei-lhe a pinta no dia da célebre Vichyssoise no programa "Parabéns" do Herman. Não me esqueço de como Paulo Portas apunhalou Marcelo pelas costas, em público, com o maior à-vontade. Já uns anitos depois, quando ambos eram presidentes dos respectivos partidos, voltou a ser desleal para com Marcelo quando da criação da nova AD. E antes deste episódio, já o tinha sido também com Manuel Monteiro. Não me esqueço dos milhentos artigos n'O Independente a zurzir até à exaustão Cavaco Silva, e depois a justificar o voto neste, nas Presidenciais de 1996. Como não me esqueço das suas cruzadas pela seriedade da mulher de César em cargos públicos, e depois a sua actuação como titular desses cargos.
Não tenho nada contra Paulo Portas por ele se assumir de direita. Muitas personalidades há nessa esfera política que respeito bastante - apesar de me considerar basicamente de esquerda, não me revendo, porém, em nenhum partido. O que eu critico nele é a falta de verticalidade.
No entanto, algo me diz que, com essa característica, ele tem todas as hipóteses de ir longe. Neste país já nada me espanta.
Subscrevo inteiramente este post do al.
Ainda há uns dias, em conversa com um amigo, e a propósito de uma notícia televisiva sobre Siza Vieira, eu chamava a atenção para o facto deste, provavelmente, andar sempre constipado. Só por receio de apanhar correntes de ar, se justificam as janelas minúsculas ou quase inexistentes das suas obras.
Ao que o meu amigo respondeu:
- Eh pá... Lá estás tu. Olha que aquela pála é genial.
Pois é. O gajo inventou a pála, mas ninguém pensa que houve um engenheiro - Segadães Tavares, nome nunca referido quando se fala da obra - que queimou os neurónios a engendrar uma maneira daquilo se aguentar. Para mim, a pála do Pavilhão de Portugal é uma bela obra, sim senhor. Mas de engenharia.
Lembro-me também duma cena surreal, aquando da inauguração dos Armazéns do Chiado. O arquitecto exigia que os extintores fossem brancos e colocados em sítios discretos, para não lhe estragarem a obra. Genial.




Há que dizer basta a estes espertalhaços que vivem à pála (perceberam?) de opiniões de pseudo-intelectuais, que lhes alimentam o ego e lhes engordam o bolso.
Se bem se lembram, aquando das visitas que fez ao Parque Mayer, Gehry disse: "Já percebi. O que vocês querem é magia."
Este gajo pede mais de três milhões de contos para dobrar uns guardanapos. Mas que grande truque.
Não, obrigado! De ilusionistas já estamos fartos.
Soneto de Devoção
Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! — uma cadela
Talvez... — mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Vinicius de Moraes, 1937
Como referi no post anterior, o termo «bloguista» é desaconselhado no livro Blogs, aconselhando-se «blogueiro». Não compreendo porquê.
Dir-me-ão, «blogueiro», como carpinteiro, jardineiro, costureiro.
Está bem.
Mas porque não «bloguista»? Como artista, futebolista, electricista.
E porque não «blogueador»? Como escritor, pintor, encenador.
E porque não «blogante»? Como estudante, comerciante, figurante.
E porque não «blogado»? Como advogado, soldado, forcado.
E porque não «blogário»? Como notário, operário, antiquário.
E porque não «blogónomo»? Como astrónomo, agrónomo.
E porque não «bloguente»? Como agente, vidente, presidente.
E porque não «blogueta»? Como poeta, atleta, profeta.
E porque não «blogólogo»? Como biólogo, psicólogo, geólogo.
O que vale é que a Charlotte pediu o parecer a dois linguistas da Faculdade de Letras de Lisboa. Não será melhor ouvir primeiro o parecer dos especialistas?
Por motivos alheios à minha vontade, há quatro dias que não publico nada. Vamos lá então pôr a escrita em dia.
Como afirmei no post mais recente, fui ao lançamento do livro Blogs do Paulo Querido e do Luís Ene.
Como no Mercado da Ribeira decorria uma feira de livros, aproveitei e fiz umas compras.
Depois dos "discursos" da praxe dos autores, houve uma conversa com a assistência sobre alguns aspectos do fenómeno dos blogues.
A seguir veio a parte mais interessante daquilo tudo - a avaliar pelo que escreveram outros que lá estiveram - a conversa descontraída entre vários bloguistas, que puderam finalmente colar um rosto a uma página.
Nesse dia eu pegava no trabalho às 21 horas e não podia ficar. Ainda falei um pouco com um ex-colega de faculdade que não via há mais de 15 anos e que descobri ser o Crítico, mas não deu para mais.
Quanto ao livro em si, só terá algum interesse para quem está completamente fora do assunto. Tirando uma ou outra entrevista interessante com alguns bloguistas (termo desaconselhado no livro, não percebo bem porquê), pouco há de novo para quem já bloga.
P.S. No livro, li algumas vezes a expressão «dezenas de milhar». Pelo vistos, os autores não leram isto.

A Cristina é enfermeira e lida diariamente com doentes oncológicos. Durante alguns anos, trabalhou num serviço hospitalar de hematologia e transplantes de medula óssea.
Por isso, para assinalar esta louvável iniciativa da Ana - um dia de solidariedade na blogosfera para lembrar a leucemia - resolvi pedir-lhe um texto sobre esta doença (cobarde, como muito bem lhe chamou o Nuno).
A Cristina disse-me que tinha já vários textos escritos sobre o assunto. Histórias verídicas, testemunhos pessoais, etc. Achei óptimo.
Só que, quando os li, confesso que hesitei em publicá-los. São memórias de situações íntimas e dolorosas que a marcaram no contacto com doentes leucémicos.
Achei tudo demasiado negro e pessimista e esse não era o espírito da coisa.
Só que depois pensei melhor. Não terá este lado desconhecido do acompanhamento de doentes terminais, por vezes tão triste e chocante, o condão de despertar mais as consciências, do que histórias melífluas e delico-doces? Talvez tenha.
Portanto, aqui vai uma história real. O nome é, obviamente, fictício.
Nesse dia fiz dois turnos. Entrei às 15 horas e só sai no outro dia às oito e meia da manhã. A doente estava em estado terminal e recordo que a sua situação clínica se deteriorou rapidamente. Lembro-me da dor no seu olhar, pelo abandono a que estava votada pelo marido e pelos restantes familiares. Dor por não poder ver novamente os filhos, não poder despedir-se deles.
O que mais me tocou e me custou foi isto. Não lhe ter sido permitido despedir-se dos filhos.
Nunca esqueci esta doente. Já lá vão muitos anos, mas ainda hoje me lembro dela com nitidez. Parece que a estou a ver, ali deitada na cama 13, indefesa, só, abandonada pela família, sem lhe ser concedido o direito a morrer em paz.
À medida que o seu estado se foi agravando, lembro-me que se agarrou à minha mão e me disse: "...Tenho medo, tenho medo de morrer, medo de deixar os meus filhos... O que será deles?..."
Faleceu à meia-noite e meia. Estive sempre ao lado dela, de mão dada, sentada numa cadeira ao lado da cama, com a cortina semi-corrida. Fui falando com ela, tentando confortá-la, tentando acalmar a sua revolta e a sua mágoa. Mas sinto que não o consegui. Nunca consegui esquecer o seu olhar magoado. Abandonado...
Quando penso nela, ainda hoje sinto impotência e revolta pelo que na altura achei, e continuo a achar, que foi uma falta de respeito da família e do marido. Uma enorme falta de respeito por uma pessoa.
»Só mais uma coisa. A Cristina é minha mulher. Conhecemo-nos há vinte anos e, pela primeira vez, fiquei comovido com algo escrito por ela.
Hoje é, de facto, um dia muito especial.
Li aqui um post intitulado «Chapeau Pacheco Pereira!!!» que, por achar que contém afirmações graves, a seguir comento:
«Se até hoje, tinha os meus "senãos" relativamente ao dr. Pacheco Pereira, hoje, depois de ver a sua prestação na sic, elas "foram para o brejo", como dizem os brazucas.»
Nunca tive "senãos" relativamente ao PP. Acho-o um tipo inteligente, apesar de nem sempre concordar com ele. E não percebo o que é que os comentários de PP na SIC, têm a ver com o resto do post:
«Sim, é uma vergonha Paulo Pedroso ter ido direitinho da cadeia (de onde nunca devia ter saído... O homem não está inocente, só não vê quem não quer. Se por acaso houve erros processuais, depois de este acto, deviam tê-lo levá-lo de volta para a "choça") para o Parlamento. Penso que hoje, muitos portugueses deverão ter o mesmo respeito ao Parlamento, que têm à cadeia, graças ao dr. Pedroso e amiguinhos do PS (politicos=criminosos/presos, por associação de ideias)»
É de facto uma vergonha PP ter ido dar aquele espectáculo ao Parlamento. Mas o homem é obviamente inocente, até ser condenado. Por enquanto, só vê que ele é culpado, quem quer.
Há e sempre houve políticos criminosos, e não é o presumível inocente PP que me vai fazer mudar a opinião - não muito boa - que tenho do Parlamento.
«Sim, é uma vergonha o dr. Ferro não estar preso. Não só porque não há dúvidas quanto à sua implicação neste processo, mas pela cara de ogre que tem. Um autêntico atentado à moral e às pessoas. E à própria classe politica. É um mau líder, não tem carisma, e, sobretudo não tem vergonha na cara. A ver vamos se o tempo me dá razão.»
O Ferro Rodrigues é mau líder e não tem carisma. Mas isso não é suficiente para o prender. Nem mesmo o facto de ter cara de ogre.
A não ser que ser amigo dum suspeito, o faça suspeito também.
Acho que o Ferro Rodrigues devia ser preso sim, mas por dizer 5 vezes "pá" em cada 3 palavras, quando usa o telemóvel.
«Sim, é uma vergonha os histerismos da dra. Ana Gomes, que não me admiraria se fosse mais uma candidata seja lá a que for.
Sim, é uma vergonha o dr. Jorge Lacão ter-se pronunciado sobre todo este fait-divers (desculpa Inês!).»
A Ana Gomes e o Jorge Lacão são inimputáveis.
«Sim, é uma vergonha o Partido Socialista que Portugal tem (salvando raras excepções) e os seus mecanismos, muitas vezes mais ditatoriais e fascistas que os da própria direita.»
Não estou a ver o PS com mecanismos ditatoriais e fascistas. Aliás, a maneira como a frase está escrita, dá a entender que essas são características naturais da direita. Ora, que o fascismo é uma corrente de direita já sabia, mas as ditaduras não têm lado.
«Pergunto eu: Se tivéssemos um governo socialista, alguma coisa teria "transpirado" cá para fora???? Brincam!.....»
Esta pergunta levanta algumas acusações sérias:
1- O poder judicial é controlado pelos governos.
2- Os juízes não são independentes.
3- Os socialistas abafam os crimes dos seus militantes.
4- A pedofilia é praticada apenas por socialistas.
5- Os socialistas comem criancinhas a qualquer refeição.
6- Os socialistas não transpiram.
«Nota: Bravo, dr. Ferro Rodrigues! Conseguiu plagiar o Prof. Fernando Seara na sua última entrevista ao Expresso! "Paulo Pedroso não tem lições de ética de ninguém..." Ou não foi isso que disse o Prof. Seara relativamente ao "Sr. O-meu-Umbigo"???? Mais um handicap, falta de imaginação.»
Se, de cada vez que alguém disser "Fulano de Tal não recebe lições de qualquer assunto de ninguém", estiver a plagiar, então o Fernando Seara também plagiou. Ele e mais 5327 gajos.
P.S. Esclarecimento: Nenhum dos PP que referi, significa Paulo Portas ou Partido Popular.
Há certas pessoas que parecem geneticamente programadas para não se darem bem com a tecnologia. Qualquer objecto com alguns circuitos electrónicos em que toquem - seja um telemóvel ou um micro-ondas, um comando televisivo ou um computador - adquire invariavelmente vontade própria, com o único intuito de lhes esfrangalhar os nervos e de lhes provar que nasceram na época errada.
Alguns desistem pura e simplesmente. Outros há que lutam até à exaustão contra essa contrariedade.
A Rita é uma destas pessoas. A batalha que travou com os computadores em geral, e com o Blogger em particular, foi dura.
Devo por isso confessar que a última vez que a "visitei" (há uma semana), ao verificar que tudo evaporara, pensei: «Pronto! Ela deu cabo disto tudo...»
Só uns dias depois soube que o blogue tinha sido vítima de puro vandalismo informático.
Mas a Rita não desistiu. Com a ajuda de alguns amigos, conseguiu recuperar os textos e pôr o Parapeito outra vez de pé.
Welcome back!
Chegou o fim-de-semana e, com ele, algum tempo livre para pôr em dia a leitura blogosférica. Por isso, só hoje descobri no Contra a Corrente, um post de há quatro dias, atacando os críticos do Papa:
«Acho curioso, para não dizer sinistro, escutar a douta opinião de ateus e não-católicos sobre o Papa João Paulo II. Salvo raríssimas excepções, estamos em presença de observações de esguelha, a roçar o preconceito, a abusar da mais cega objectividade e do mais pateta anacronismo.»
Temos, portanto, que os ateus não devem opinar sobre o Papa, que os comunistas não devem opinar sobre Paulo Portas, os inteligentes não devem opinar sobre George W. Bush, etc.
Eu sou ateu. E se quisesse ser devoto de alguma religião, acho que as há bem mais interessantes do que a católica, do ponto de vista social, moral e filosófico.
Ora, não é o facto de ser ateu que me torna ignorante a respeito da Igreja Católica ou de qualquer outra. Afinal, não faz sentido não gostar do que não se conhece.
Por isso digo: Não gosto deste Papa. Como não gosto de Bush, nem de Saddam, nem de Berlusconi, nem de Fidel, nem de Arafat, nem de Guterres, nem de Portas...
Já o escrevi anteriormente: "Não gosto de ditadores, terroristas, xenófobos, demagogos, hipócritas e outros imbecis".
Não nego a importância que João Paulo II teve na queda inevitável dos regimes de leste, para a qual, de resto, não contribuiu sozinho.
Mas isso não chega. Para um indivíduo com a sua influência, cometeu verdadeiros atentados.
Os seus discursos anti-preservativo nas visitas a África - continente em que o flagelo da sida é o que se sabe - são, no mínimo, criminosos.
As suas orientações sobre a Sociedade, a Família, a Sexualidade, etc. é que roçam o preconceito.
Aquela “revelação” atabalhoada do Segredo de Fátima, é que é um abuso.
A reabilitação(?!) de Galileu, é que é um anacronismo pateta.
Que Papa é este, que apela à fraternidade entre os homens, e ao mesmo tempo, coloca obstáculos ao ecumenismo da Igreja Católica com outras Igrejas Cristãs?
Que Papa é este que bane os católicos da comunhão, por cometerem o pecado mortal do divórcio?
E que raio de Papa é que, em pleno século XXI, ainda defende para alguns casos, a pena de morte?
«Hoje de manhã, o Sr. Baptista Bastos afirmava numa rádio, em tom raivoso: "este Papa é contra o progresso, contra a Razão, contra a ciência, contra o prazer, contra o socialismo...". The usual stuff. O Sr. Baptista Bastos é um ateu e um socialista, que detesta a igreja católica e, está visto, não perdoa o Papa pela queda do socialismo.»
O Sr. Baptista Bastos não é uma figura que me desperte muita simpatia. Mas eu - ateu, de esquerda numas coisas, de direita noutras, que não detesto a Igreja Católica - concordo com ele neste aspecto. Este Papa é um saudosista da Idade Média.
Acho até que o facto de o Papa ser contra o socialismo, não abona nada a seu favor. Afinal, Jesus Cristo foi, provavelmente, o único verdadeiro socialista da História.
Diálogo no café, entre a proprietária e um cliente.
- Ó vizinho, diga-me uma coisa. Já entrou em alguma novela?
- Eu?!
- Sim. Já foi actor nalguma novela?
- Não.
- Ah... Eu sabia. Mas uma vizinha daquele prédio ali, o outro dia, jurou-me a pés juntos que já o tinha visto numa novela. Até queria apostar comigo e tudo.
- Ainda bem que não lhe deu para jurar, que tinha visto uma carrinha da Casa Pia, à porta da minha casa.

- Acho que vou usar a ajuda dos 50-50.

- E ainda a ajuda do público.

- Humm... O público não foi muito elucidativo.
Escolho a B: Edmund.
Porque é que todos os anúncios a pensos higiénicos são completamente imbecis?
- PT Comunicações. Serviço 118. Por favor aguarde um momento. (...) Se pretender o número de uma empresa ou instituição, diga sim.
- Sim.
- A sua resposta não foi perceptível. (...) Se pretender o número de uma empresa ou instituição, diga sim.
- SIM!!!
- Por favor, diga o nome da Empresa.
- Sapo.
- O nome da empresa é Saco. Se está correcto, diga sim.
- #=/@%#$&%*$+
(...ti tu ti tu tu ti tu ti ti...)
- O SMS chegou à rede fixa. Agora pode receber e enviar mensagens escritas a partir da rede fixa PT. Em casa, deixe o telemóvel na rua. Para mais informações, dirija-se a uma loja ou agente PT, ligue 16200, ou visite-nos em www.ptcom.pt.
(...Música...)
- Boa tarde.
- Boa tarde. Gostaria de saber o número do Sapo ADSL. Acho que é um número verde... Ou azul(?)...
(...ti tu ti tu tu ti tu ti ti...)
- O SMS chegou à rede fixa. Agora pode receber e enviar mensagens escritas a partir da rede fixa PT. (...)
Após a informação do número de telefone, pode obter a ligação se o desejar.
O número de telefone que pretende é 707 22 72 76. Se pretende a ligação de imediato, diga sim ou marque zero.
- Sim.
(...ti tu ti tu tu ti tu ti ti...)
- Boa tarde.
- Boa tarde. Estou sem Internet e gostari...
(...ti tu ti tu tu ti tu ti ti...)
- O SMS chegou à rede fixa. Agora pode receber e enviar mensagens escritas a partir da rede fixa PT. (...)
Após a informação do número de telefone, pode obter a ligação se o desejar.
O número de telefone que pretende é 707 22 72 76. Se pretende a ligação de imediato, diga sim ou marque zero.
- SIIIIMMMMM!!!
(...ti tu ti tu tu ti tu ti ti...)
- Boa tarde.
- Boa tarde. Estou sem Internet e gostaria de saber...
- Ainda está a falar com o 118. Tem que desligar e marcar o número.
- Mas a gravação diz que posso ligar de imediato...
- Mas para este número não dá. Tem que desligar e marcar o número.
- Hum... Está bem. Já perceb...
(...ti tu ti tu tu ti tu ti ti...)
- O SMS chegou à rede fixa. Agora pode receber e enviar mensagens escritas a partir da rede fixa PT. (...)
Após a informação do número de telefone, pode obter a ligação se o desejar.
O número de telefone que pretende é 707 22 72 76. Se pretende a ligação de imediato, diga sim ou marque zero.
- #”%$#/&%%$//%$/&%$&%$/&%#$$#&$&%+«*-\=)
Legendas:
Gravação com voz feminina
Interlocutores de carne e osso (acho)
O otário
O otário expressando-se em português vernáculo
O Maestro Miguel Graça Moura foi fechado a cadeado pelos funcionários da Orquestra Metropolitana de Lisboa, como forma de protesto contra os salários em atraso e a má gestão da instituição.
Portugal continua a ser um país original.
Ai se a moda pega...
Não tive Internet durante 24 horas por causa de um problema qualquer no Sapo. Fiquei com os nervos em franja.
Para quem deixou de fumar há quase duas semanas, a síndroma de abstinência aumentou exponencialmente.
No jogo Rio Ave - Paços de Ferreira, José Gomes, treinador dos pacences, substituiu, aos 84m, Zé Manel por Renato Queirós.
Foi nesse momento que Hernâni Silva - presidente do Paços de Ferreira - gritou do camarote para o "seu" treinador:
-Tira o Paulo Vida!
Mas que mau aspecto... Naquele clube não há dinheiro para telemóveis?

Às vezes descobre-se um céu,
Que serenamente afaga a cidade.
E dá às ruas, às casas,
Um toque de sonho, de irrealidade.
Há sempre uma fantasia,
Uma luz difusa, estranha, prateada,
Que desce do céu luminoso
Abrançando a noite até à madrugada.
Do cimo da estrela maior,
A que mais brilha e mais nos seduz,
Jorram pós de prata e oiro
E é um carro de anjos que a conduz.
Serena, penteando os cabelos,
Em doce recato dando a voz aos céus,
Bebendo chá de erva cidreira,
Lá está Amália cantando para Deus.
Fernando M. Augusto
George W. Bush finalmente admitiu a possibilidade de Saddam não ter armas de destruição em massa, apesar das provas que apresentou em contrário há uns meses, e confirmadas por quem nós sabemos.
Afinal o importante era acabar com o Saddam, e pronto.
Pelo andar da carruagem, ainda vamos acabar por ouvir Bush admitir que o que realmente importava, era controlar o petróleo iraquiano.
Diálogo no café, esta manhã, entre o empregado e uma cliente.
- Essa menina bonita é sua neta?
- Não. É filha da minha vizinha... Eu ainda não posso ter netos.
- !?...
- O meu filho só está casado há quatro meses.
Ainda não se demitiram do XV Governo Constitucional os seguintes ministros:
Quem será o próximo a sair desta lista?
Aceitam-se apostas.
P.S. Oops!... Já me esquecia deste:
A senhora, aparentando quarenta e poucos anos, passeava pela trela uma caniche branca, vestida com um colete de malha e um lacinho azul na cabeça a apertar um pequeno carrapito. Aproximou-se um grande cão preto, que de imediato tentou travar conhecimento com a cadela.
A senhora atacou-o a pontapé, gritando:
- Desaparece, preto de merda!
Enquanto o cão, ganindo, fugia pela rua acima, a senhora virou-se para a cadela:
- És uma puta. Dás-te a qualquer um.