Ó palavra sanguínea e fecunda
que és deste Portugal a grande musa,
a mais que superior doutrina lusa
e mar libertador que nos inunda:
alguns dizem-te sórdida e imunda,
mas do pecado toda a gente abusa...
Quem poderá negar que és a mãe escusa
destes filhos da pátria moribunda?
Ó sentimento hercúleo com razões
que a razão desconhece... Força estóica,
desalmada paixão... Quanto te louvo!
Até o imortal génio de Camões
te usou para rematar a obra heróica
que canta a epopeia deste povo.
27 de Novembro de 2004
Publicado por Fernando @ 02:27Mais um soneto do 'Mister Soneto' da Blogosfera!!!
Bravo!
Sim senhor...grande Fernando!
É bom passar por cá e ter destas belas surpresas.
Beijinhos
Afixado por: betania em fevereiro 27, 2005 12:24 AMLá vou eu ter que ir aos lusíadas ;)
Afixado por: jacky em fevereiro 20, 2005 12:41 PM