O calor... É o calor que me levita
sobre o poço dum álgido passado.
Na sede de calor – mais que infinita –,
mergulho no teu corpo transpirado.
O calor... Só o calor é que me agita,
que me devolve a mim desidratado.
E suporto o calor como quem grita
palavras que não secam: saciado.
Bendito este calor, este sufoco!
Louvada seja a febre mais medonha
que me consuma até me deixar louco!
Não tem cura este fogo, meu amor...
Todo o meu corpo arde de vergonha
por te querer assim tão sem pudor.
18 de Outubro de 2004
Publicado por Fernando @ 00:25Quando puderes vai ao amorizade :)
Afixado por: jacky em janeiro 13, 2005 07:15 PMBELISSIMO!!!!!!!!!!!!!!
_SEM MAIS COMENTARIOS_!
_Folgo em REVE-LO!
Amigas Saudacoes e... ate' SAUDADES!!!!!!!
Heloisa B.P.
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Fernando, mesmo assorbedado de trabalho, consegues produzir e colocar aqui, maravilhas
como este belo soneto.
Vou guardá-lo, com tua identificação claro, como
recordação do grande cidadão do mundo e da poesia, que tu realmente és.
Alma de poeta...obrigado.
Beijinhos
A capacidade de se dar é notável neste poema.
Afixado por: mfc em dezembro 7, 2004 05:55 PMCom o frio que está bem precisamos de todo este calor :)
Podias-me emprestar este soneto para o amorizade! Sim?
Afixado por: jacky em dezembro 6, 2004 01:42 PM