Cidadão do Mundo


[segunda-feira, 06 de dezembro de 2004]

Soneto inflamado

O calor... É o calor que me levita
sobre o poço dum álgido passado.
Na sede de calor – mais que infinita –,
mergulho no teu corpo transpirado.

O calor... Só o calor é que me agita,
que me devolve a mim desidratado.
E suporto o calor como quem grita
palavras que não secam: saciado.

Bendito este calor, este sufoco!
Louvada seja a febre mais medonha
que me consuma até me deixar louco!

Não tem cura este fogo, meu amor...
Todo o meu corpo arde de vergonha
por te querer assim tão sem pudor.

18 de Outubro de 2004

Publicado por Fernando @ 00:25
Comentários

Quando puderes vai ao amorizade :)

Afixado por: jacky em janeiro 13, 2005 07:15 PM

BELISSIMO!!!!!!!!!!!!!!
_SEM MAIS COMENTARIOS_!

_Folgo em REVE-LO!
Amigas Saudacoes e... ate' SAUDADES!!!!!!!

Heloisa B.P.
*******************************

Afixado por: Heloisa B.P. em dezembro 26, 2004 10:31 PM

Fernando, mesmo assorbedado de trabalho, consegues produzir e colocar aqui, maravilhas
como este belo soneto.

Vou guardá-lo, com tua identificação claro, como
recordação do grande cidadão do mundo e da poesia, que tu realmente és.

Alma de poeta...obrigado.

Beijinhos


Afixado por: betania em dezembro 12, 2004 09:02 PM

A capacidade de se dar é notável neste poema.

Afixado por: mfc em dezembro 7, 2004 05:55 PM

Com o frio que está bem precisamos de todo este calor :)

Podias-me emprestar este soneto para o amorizade! Sim?

Afixado por: jacky em dezembro 6, 2004 01:42 PM