Reportagem na SIC sobre o aproveitamento de energia solar na Amareleja, no chamado Alentejo profundo. Fala-se da terra árida, do sol escaldante, da falta de oportunidades de emprego para os jovens. Um deles é entrevistado. Tem dezasseis anos e quer sair dali. Está à espera que o chamem para um curso de hotelaria.
– Mas aqui não há hotéis... – replica a jornalista, que, por acaso, nem trabalha num jornal.
Pois, coitado do rapaz.
Por esse prisma, não sei porque é que se estuda:
. Engenharia Florestal, quando temos cada vez menos florestas;
. Agricultura Sustentável, quando se importa cada vez mais;
. Património Cultural, quando o deixamos morrer dia após dia.
E porque não estudar mais sobre Genética e Biotecnologia? Há por aí tanto asno à espera de ser clonado.
Afixado por: João em agosto 10, 2004 08:58 AMÉ de um tipo ficar amarelo...
Afixado por: Orlando em agosto 9, 2004 09:15 PMÉ o tipo de aproveitamento menos rentavel. O rendimento médio das células fotovoltaicas não ultrapassará os 5%. Mas é louvável na mesma porque esses 5% também são gratuitos e a energia produzida vai substituir energia poluente. Para um país que poderia, com o mesmo investimento, produzir muito mais energia é que me parece uma má opção. Donde veio o dinheiro? Se foi oferecido, tudo bem. A cavalo dado não se olh'ó dente.
Afixado por: Henrique em agosto 9, 2004 07:38 PMPelos vistos a única saída do rapaz era estudar para ser uma célula foto-eléctrica...
A jornalista também podia tirar esse curso e ficava lá pela Amareleja...