Eu, Rosie, eu se falasse eu dir-te-ia
Que partout, everywhere, em toda a parte,
A vida égale, idêntica, the same,
É sempre um esforço inútil,
Um voo cego a nada.
Mas dancemos; dancemos
Já que temos
A valsa começada
E o Nada
Deve acabar-se também,
Como todas as coisas.
Tu pensas
Nas vantagens imensas
De um par
Que paga sem falar;
Eu, nauseado e grogue,
Eu penso, vê lá bem,
Em Arles e na orelha de Van Gogh...
E assim entre o que eu penso e o que tu sentes
A ponte que nos une – é estar ausentes.
Reinaldo Ferreira
(*) dedicado a um amigo pensado.
E é tão bonito cantado pelo Fausto...
Eu Rosiiieeee...
Fui lá...mas hoje não está a aceitar comentários...dá erro! Abraço, WB
Afixado por: whiteball em julho 18, 2004 10:33 PMOlha...eu não conhecia o poema...mas diz muita coisa...caracteriza muito bem uma situação! Se deixares, voltarei a invadir teu espaço...
Afixado por: blueshell em julho 18, 2004 10:29 PMComo sempre, óptima escolha. Já lera o poema não sei onde mas não retivera a autoria. Curta vida,longa vida.
Afixado por: Henrique em julho 18, 2004 04:56 PMreinaldo ferreira!!!! o poemário é inesgotável. obrigado.
Afixado por: juraan vink em julho 18, 2004 01:14 PMBonito, sem dúvida.
Afixado por: Atento em julho 18, 2004 12:46 PM