Um amigo ligou-me perguntando como era possível eu ter deixado passar em branco a data da morte de Zeca Afonso.
De facto, mesmo com o pouco tempo que tenho tido para bloguices, não me custava nada ter publicado aqui um poema do Zeca. Não me tiraria mais que dois ou três minutos.
Aproveito então para esclarecer os demais amigos que me lêem, que não houve esquecimento algum da minha parte. Quanto mais não fosse pela coincidência de o dia em causa ser o dia seguinte ao do meu aniversário.
Trabalho no mundo da música. Contacto com ela todos os dias, a gravar, a compor, a escutar... E é raro o dia em que não me lembro do Zeca.
Ele foi o mais inovador músico popular do século XX português. Influenciou dezenas de cantores e compositores que, por sua vez, influenciaram outros que influenciaram outros... Mesmo aqueles que não têm consciência alguma disso.
A música portuguesa das últimas décadas deve-lhe quase tudo e ele vive em quase tudo o que se faz hoje musicalmente em Portugal.
Por isso, quando o meu amigo me ligou, a minha resposta foi, naturalmente:
– O Zeca morreu?! Quando?!
Truth is not determined by majority vote
Só agora consegui chegar aqui. Concordo plenamente. Grande Zeca.
Afixado por: Henrique em fevereiro 28, 2004 12:18 AMA este seu post, Fernando, deixo o meu sorriso de conivência.
Afixado por: Maria Oliveira em fevereiro 27, 2004 12:06 PMEnquanto existirem na memória das pessoas, os grandes vultos nunca morrem.
Afixado por: João em fevereiro 27, 2004 10:03 AMQue pena. Meus pesames.
Mas a festa de aniversario, essa deve ter sido boa :)
Afixado por: cath em fevereiro 27, 2004 04:47 AM