| Não vi o jogo Guimarães-Benfica (nem sequer liguei o televisor ontem) e só hoje soube da triste notícia da morte de Miklós Fehér. Todos os dias assistimos a mortes, mas esta toca-nos de maneira diferente. Porque - ao contrário das mortes em cenários de guerra, na estrada ou outras - esta, num campo de futebol, é totalmente inesperada e faz-nos meditar sobre a fragilidade humana. Porque raio é que um desportista, saudável, com acesso diário privilegiado a cuidados de saúde por uma equipa médica que não olha a despesas, morre assim sem mais nem menos, aos 24 anos? Estava escrito, teve azar, foi a vontade de Deus, é assim, há coisas sem explicação, calha-nos a todos, a vida é mesmo estúpida... Adeus... | ![]() Miklós Fehér (1979-2004) Foto por João Abreu Miranda LUSA |
A morte na estrada não é esperada? Pois eu acho que é, Rui.
Se hoje não morrer ninguém em acidentes de viação, eu fico surpreendido.
A morte na estrada não é esperada...
Afixado por: Rui em janeiro 27, 2004 12:56 PMSim. Fiquei estupefacto e pensei exactamente o mesmo que o Fernando. Como pode um coração jovem e que se espera sadio, de repente deixar de funcionar? Poderá este acidente indiciar que não devemos exagerar no esforço físico e que, por isso, a chamada alta-competição, que leva as pessoas aos limites, é condenável?
Afixado por: Henrique em janeiro 26, 2004 06:11 PMQue eu saiba, não é surpresa que todos os dias haja acidentes donde resultam mortes. É nesse sentido que falo.
Não deixam de ser mortes igualmente estúpidas.
O que é inesperado é uma morte num campo de futebol. Pelo menos no relvado, ainda é.
Porque raio é que uma morte num acidente há-de ser esperada?
Afixado por: Alexandre Monteiro em janeiro 26, 2004 04:16 PM