Há luzes que iluminam nossas vidas,
que perseguimos cegos de paixão,
só para darmos à luz um coração
sangrando de utopias destruídas.
Há luzes da ribalta, ouro de Midas,
quimeras sumptuosas de ilusão.
E as da sabedoria e da razão
quantas vezes não são chamas perdidas?
Mas há uma em que sôfrego me aqueço:
a luz desta cidade de encantar
– jóia maior da sua alva coroa –,
e outra, que decerto não mereço:
a luz que só tu trazes nesse olhar
que brilha mais à luz desta Lisboa.
2 de Janeiro de 2004
Soneto inspirado neste belo entardecer no Chiado, captado pelo olhar atento do João.
Publicado por Fernando @ 08:05Já fui assistente duma «compositora» de sonetos e é o que há de mais difícil de escrever! E os teus estão sempre fantásticos! Parabéns!
Afixado por: jacky em janeiro 6, 2004 08:26 AMCath, quando vieres conhecer a luz de Lisboa, avisa. Terás uma multidão de bloguistas à tua espera.
Obrigado por teres gostado do meu soneto.
Que belas luzes! A de Lisboa, eu preciso conhecer em breve. Gostei muito do poema.
Afixado por: cath em janeiro 5, 2004 12:28 AMQue coisa mais linda, mais cheia de graça.
Afixado por: Rui em janeiro 3, 2004 07:42 PMMuito bonito este soneto sobre a luz que caracteriza Lisboa, cruzando-a com outras luzes e com o brilho de um olhar - haverá algo mais bonito que este brilho?
Afixado por: João em janeiro 3, 2004 02:53 PM