Conversa ao telemóvel.
- É capaz de ser boa ideia. Os putos vão gostar.
- Claro. Eles adoram festas. E nós também nos divertimos, não é?
- Hum. Só que eu não sei se posso. Tenho uma reunião importante amanhã à tarde... Com o Carlos.
- Convida-o também. Vamos buscar os miúdos ao fim da tarde a Belém, como de costume, só que depois levamo-los para a casa do Hugo. Sempre tem mais espaço.
- E achas que eles não desconfiam?
- Qual quê? Está tudo combinado. Até já falei com o Diniz.
- E ele? Concordou?
- Claro. Até me disse que ia convidar o Paulo e o Jorge.
- OK, está bem. Nesse caso, o melhor é pedir a carrinha ao Silvino, para os putos caberem todos.
(...zztchhhpt...tiii...ppff...tec tec...)
- Eh pá. Que raio de ruído é este na linha?
- Não sei. Se calhar estamos a ser escutados. Ah, ah...
- Eh, eh... És cá um brincalhão.
(...tik...tzzz...ptttt...)
- Esta porcaria dos telemóveis, pá. Sempre com interferências. Pronto. Está combinado. Até amanhã.
No dia seguinte.
- Tou? Eduardo? É o António.
- Olá António, estás bom? Diz!?
- Eh pá. Não posso ir à festa de anos do teu puto. Tou aqui a prestar declarações no DIAP, e não sei quando é que me despacho. Se é que me despacho. A coisa está feia.
- Qual coisa? No DIAP? Não percebo. Troca lá isso por miúdos...
- Ó pá... O melhor é estares calado.
Meu Caro Fernando, Lisboa tem de facto uma Luz muito especial, proveniente do Mar, Lisboa é das cidades mais luminosas que conheço, mas aqueles tons de amarelo de Paris não têm comparação com nenhuma outra...
Monday, 10.20.2003 @ 6:15 PM
Fernando,
Veio no Independente o poema.
beijinhos
ana
Monday, 10.20.2003 @ 5:28 PM