Soneto de Devoção
Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! — uma cadela
Talvez... — mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Vinicius de Moraes, 1937
Publicado por Fernando @ 22:53Sabias que esse soneto foi escrito em Outubro de 1939, no Estoril?
Monday, 10.20.2003 @ 10:49 AM
há muitas palavras que hoje em dia se dizem e não se sabem que são dele como por ex: o amor é eterno enquanto dura... (adaptado do soneto da fidelidade)...
Monday, 10.20.2003 @ 10:01 AM
Obrigado. Também adoro Vinicius e não podia deixar passar em branco este dia em que ele faz 90 anos.
O Vinicius não foi só um poeta de canções (o que de si já não seria pouco). Tem uma produção lírica fabulosa e praticamente desconhecida, que recomendo vivamente.
Um abraço.
]
Monday, 10.20.2003 @ 3:49 AM
Maravilhoso esse escrito... adoro Vinícius, parabens pela citação...
Monday, 10.20.2003 @ 3:42 AM
inté e obrigado pela visita.
Monday, 10.20.2003 @ 2:25 AM
oi
vi teu blog nas atualizações do blogger e resolvi fazer uma visita..gostei do teu blog e achei legal aquele troço da alemã q ñ sabia o prim. nome do bush
bom isso é td
inté,kariny d.
Monday, 10.20.2003 @ 1:24 AM